Imunização

Vacinação de crianças contra covid-19 deve começar em janeiro

Ministério da Saúde divulgou nota nesta segunda-feira (27) para afirmar que é favorável à vacinação

Cássio Oliveira
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Cássio Oliveira
Publicado em 27/12/2021 às 20:14 | Atualizado em 27/12/2021 às 20:14
TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
Vacinação infantil deve começar em janeiro - FOTO: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
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O Ministério da Saúde divulgou nota, nesta segunda-feira (27), para afirmar que é favorável à aplicação de vacinas em crianças e que a campanha para este público poderá começar ainda em janeiro.

Porém, o ministério lembra que está atualmente "ouvindo a sociedade" em uma consulta pública e que a previsão estará mantida caso o posicionamento não mude após a conclusão do processo.

"A recomendação do Ministério da Saúde é pela inclusão das crianças de 5 a 11 anos na Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), conforme posicionamento oficial da pasta declarado em consulta pública no dia 23 de dezembro e reforçado pelo ministro da Saúde em manifestações públicas", informou a pasta comandada pelo ministro Marcelo Queiroga.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou no dia 16 a aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Desde então, Queiroga já disse que não há emergência para vacinar este público e que a pressa é inimiga da perfeição.

O posicionamento termina com a seguinte conclusão: "No dia 5 de janeiro, após ouvir a sociedade, a pasta formalizará sua decisão e, mantida a recomendação, a imunização desta faixa etária deve iniciar ainda em janeiro".

Na semana passada, ao se posicionar na apresentação da consulta pública, o ministério informou que o contrato vigente com a Pfizer tem entregas previstas para a partir de 10 de janeiro. Atualmente o Brasil tem a previsão de 100 milhões de doses no terceiro contrato com a empresa. "Esse contrato já engloba o fornecimento de novas versões da vacina, inclusive para diferentes faixas etárias", declarou a Pfizer.

No dia da abertura da consulta pública, o Ministério da Saúde anunciou a intenção de tornar a vacinação infantil não obrigatória, e só liberar a aplicação da dose mediante pedido médico: "recomenda a inclusão da vacinação [infantil], de forma não compulsória. Em todos os casos, será exigida prescrição médica e autorização dos pais ou responsáveis, mediante assinatura de termo de assentimento à vacina pelos pediatras ou médico que acompanham as crianças".

Uma nota técnica assinada pela secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, e enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que a vacina contra Covid para crianças de 5 a 11 anos é segura.

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