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Pernambuco confirma circulação da ômicron; 21 pacientes testam positivo para a nova variante do coronavírus no Estado

Pacientes, que realizaram testagem entre 15 e 31 de dezembro, são da Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste e Sertão do São Francisco, além de Fernando de Noronha

Cinthya Leite
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Cinthya Leite
Publicado em 07/01/2022 às 15:18 | Atualizado em 07/01/2022 às 23:26
HÉLIA SCHEPPA/SEI
"Precisamos de, ao menos, duas doses, mas ainda temos mais de 500 mil pessoas com esta segunda dose em atraso, e, portanto, com risco agravado de contrair a forma grave da covid-19", afirma André Longo - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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Atualizada às 23h24

Na tarde desta sexta-feira (7), Pernambuco confirma a circulação da variante ômicron do coronavírus. O anúncio foi feito pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). A confirmação veio a partir da análise feita pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM, unidade da Fiocruz em Pernambuco), de material biológico de pacientes com diagnóstico confirmado da covid-19. Ao todo, de 80 amostras, coletadas entre o fim de novembro até dezembro, 21 delas (26%) apresentaram a linhagem ômicron. Os pacientes, que realizaram testagem entre 15 e 31 de dezembro, são da Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste e Sertão do São Francisco, além de Fernando de Noronha. Não há registro de óbito. Nas outras 59 (73%) amostras, foi detectada a delta.

"A introdução desta variante nos traz uma preocupação adicional por causa do seu maior potencial de contaminação. É preciso, então, que todos tenham consciência de que a covid-19 ainda é uma ameaça e que a nossa principal aliada para a proteção da vida são as vacinas. Contra a ômicron, ter apenas uma dose é o mesmo que estar desprotegido. Precisamos de, ao menos, duas doses, mas ainda temos mais de 500 mil pessoas com esta segunda dose em atraso e, portanto, com risco agravado de contrair a forma grave da covid-19", afirma o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

Ele ainda reforça a importância da dose de reforço, principalmente em idosos e pessoas com doenças preexistentes. "Alguns meses após as duas primeiras doses, há uma queda de nível dos anticorpos e, assim, a proteção fica prejudicada. A terceira dose vem para proporcionar o aumento da quantidade de anticorpos no organismo, aumentando a proteção e reduzindo a chance de cada pessoa se infectar ou se reinfectar. Aqui em Pernambuco, 40% dos idosos que tomaram as duas primeiras doses ainda precisam tomar esta dose de reforço para ter uma proteção mais robusta contra a variante ômicron. As vacinas são seguras, eficazes e evitam mortes", frisou Longo. O secretário lembra que as pessoas com imunossupressão grave têm o esquema básico com três doses mais uma de reforço.

Os casos de ômicron foram registrados em pessoas do Recife (14) e Jaboatão dos Guararapes (1), na RMR; em Caruaru (1), Frei Miguelinho (1) e Garanhuns (1), no Agreste; em Lagoa Grande (1) e Petrolina (1), no Sertão do São Francisco; e em Fernando de Noronha (1). Os pacientes tinham entre 1 e 67 anos. As faixas etárias são: 0 a 9 (3), 20 a 29 (3), 30 a 39 (4), 40 a 49 (6), 50 a 59 (2) e 60 e mais (3). De acordo com análises de sistemas de informação, um paciente (homem, 67 anos, de Lagoa Grande, vacinado com duas doses) precisou de internação em leito de enfermaria e já recebeu alta.

Gripe H3N2 

O secretário André Longo também lembrou que, atualmente, além do vírus da covid-19, está ocorrendo a circulação da influenza, principalmente o subtipo A (H3N2). Esse fato só ratifica a importância dos cuidados para evitar a contaminação por vírus de transmissão respiratória. "A introdução da ômicron, em meio a esta epidemia de influenza, é uma situação que só reforça a necessidade do cuidado individual. O reforço no uso da máscara, na lavagem das mãos e a atitude de evitar aglomerações são ações que salvam vidas. Além disso, quem tiver qualquer sintoma de gripe deve procurar fazer o teste da covid-19 e, fundamentalmente, fazer o autoisolamento e usar a máscara, mesmo dentro de casa. A atitude de cada um de nós será determinante para reduzir a circulação da ômicron em Pernambuco", finalizou.

Casos diários de covid-19 aumentam mais de seis vezes em uma semana

Na última semana, o número de casos diários de covid-19 aumentou mais de seis vezes no Brasil. Nesta sexta-feira (7), foram confirmados mais 63.292 novos diagnósticos positivos da doença. Há sete dias, em 31 de dezembro, o número registrado foi 10.282 casos. As informações são da Agência Brasil.

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 22.450.222. Na quinta (6), o painel de informações sobre a pandemia do Ministério da Saúde contabilizava 22.386.930.

Ainda há 180.249 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado. Na quinta, o número de pessoas infectadas com casos ativos estava em 140.453. Há uma semana, eram 84.063.

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