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O QUE É UM RELACIONAMENTO ABUSIVO? Sinais apresentados por Gabriel Tavares e Bruna Griphao geram preocupação no BBB 23

Entenda o que é um relacionamento abusivo, que gerou discussões após discurso de Tadeu Schmidt sobre o casal do BBB 23 Bruna e Gabriel

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Maria Clara Batista

Publicado em 23/01/2023 às 11:17 | Atualizado em 23/01/2023 às 11:46
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No último domingo, 22, Tadeu Schmidt apareceu na sala do BBB 23 para dar um recado aos brothers sobre relacionamentos abusivos. O discurso, direto e objetivo, foi direcionado ao recém casal formado na casa: Bruna Griphao e Gabriel Fop.

Veja o que o apresentador falou e entenda o que pode estar errado com a relação entre os participantes Bruna e Gabriel.

DISCURSO TADEU BBB ONTEM

Minutos antes da formação do primeiro paredão do BBB 23, no último domingo (22), o apresentador Tadeu Schmidt deu um discurso para todos da casa sobre o relacionamento de Gabriel, ex-Casa de Vidro, com Bruna Griphao.

O apresentador chamou atenção de Gabriel pela maneira violenta com a que o participante estaria tratando a atriz Bruna Griphao. Em um diálogo entre os dois, Gabriel responde "já, já você vai tomar umas cotoveladas na boca" para a atriz.

Tadeu defendeu que "em uma relação afetiva, certas coisas não podem ser ditas nem de brincadeira". 

Veja no vídeo o que disse Tadeu Schmidt ao vivo sobre a relação entre Bruna e Gabriel no BBB 23

O QUE É UM RELACIONAMENTO ABUSIVO?

Primeiramente, é importante destacar que relacionamentos abusivos, ou tóxicos, podem acontecer não só entre casais mas também entre familiares, amigos e até mesmo colegas de trabalho.

Basta apenas que uma das partes esteja sendo abusada emocionalmente e/ou fisicamente pela pessoa com quem ela se relaciona.

Um relacionamento abusivo entre um casal, por exemplo, pode começar de modo sutil, como uma crítica a um comportamento, a maneira da pessoa se vestir, e vai piorando aos poucos, quando o parceiro demonstra claramente que está controlando e perseguindo a mulher, com a pretensão de coagi-la e torna-la submissa a ele.

Segundo Monica Machado, psicóloga pela USP, pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, esse tipo de relação resulta também na humilhação em público.

Exemplo disso é a postura de reprovação do homem quando a mulher expressa suas ideias durante um encontro entre amigos ou familiares.

Ao notar que o outro não gostou, a pessoa se sente intimidada, envergonhada, acaba se calando e ficando apática. Pior: com medo de desagradar, ela insiste em querer justificar a todos o comportamento do outro.

Ainda de acordo com a psicóloga, em relacionamentos tóxicos são desvalorizados aspectos fundamentais de um indivíduo como autoestima, amor-próprio, equilíbrio emocional, autoconhecimento, respeito, entre outros diversos, mantendo a relação em uma base totalmente nociva.

ALERTA SOBRE RELACIONAMENTOS ABUSIVOS

A maioria das mulheres brasileiras (86%) percebeu um aumento na violência cometida contra pessoas do sexo feminino.

A conclusão é da pesquisa de opinião “Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher - 2021”, realizada pelo Instituto DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

A pesquisa é realizada a cada dois anos, desde 2005. A edição de 2021 revela um crescimento de 4% na percepção das mulheres sobre a violência em relação à edição anterior.

O estudo ouviu 3 mil pessoas entre 14 outubro e 5 de novembro. Segundo a pesquisa, 68% das brasileiras conhecem uma ou mais mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar, enquanto 27% declaram já ter sofrido algum tipo de agressão por um homem. 

De acordo com a pesquisa, 18% das mulheres agredidas por homens convivem com o agressor. Para 75% das entrevistadas, o medo leva a mulher a não denunciar.

O estudo demonstra, no entanto, que 100% das vítimas agredidas por namorados e 79% das agredidas por maridos terminaram a relação.

SINAIS DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO

Para entender um relacionamento abusivo, é necessário saber como funciona uma relação saudável. Para Monica Machado, cabe a ambos nutrir afeto, respeito, confiança, admiração, empatia, tolerância diante de divergências e, acima de tudo, uma comunicação eficaz e assertiva.

Já para o psiquiatra Adiel Rios, Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP, pesquisador no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em um relacionamento abusivo, crenças relacionadas à insegurança e sentimento de inferioridade podem nutrir uma percepção distorcida da relação, havendo uma excessiva idealização do parceiro, inclusive achando que ele irá mudar. 

Segundo ele, muitas vezes, não é fácil perceber que o relacionamento está se transformando, já que o abusador costuma usar discursos como “faço isso porque me preocupo com você”, ou “estou cuidando do seu bem-estar e da sua segurança”.

Todo este comportamento pode ser erroneamente percebido como amor. 

“A pessoa acaba exercendo poder sobre a outra, limitando a sua liberdade, humilhando, denegrindo, impondo sua forma de pensar e ser, de modo que ela acaba perdendo parte de sua identidade e altera a sua existência no mundo. Quando chega a esse ponto de sofrimento psíquico e físico, é hora de rever a relação”, reflete Adiel Rios.

VEJA COMO REALIZAR UMA DENÚNCIA 

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência.

O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgão competentes, bem como reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

 

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