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Claudia Raia e Patrícia Pillar celebram estreia de 'A Favorita' no Globoplay

Atrizes comentam sobre a novela que foi sucesso há doze anos e chega nesta segunda-feira (25) à plataforma

Robson Gomes
Robson Gomes
Publicado em 25/05/2020 às 6:00
JOÃO MIGUEL JÚNIOR/TV GLOBO
O embate entre Claudia Raia (Donatela) e Patrícia Pillar (Flora) moveu toda a trama de 'A Favorita'. - FOTO: JOÃO MIGUEL JÚNIOR/TV GLOBO
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Muito antes do fenômeno e furor que foi Avenida Brasil em 2012, uma outra novela escrita por João Emanuel Carneiro, que marcou sua estreia no horário das nove da Globo, também instigou o público e foi um grande sucesso entre junho de 2008 e janeiro de 2009. Trata-se de A Favorita, uma trama protagonizada por Claudia Raia e Patrícia Pillar, que chega a partir desta segunda-feira (25) ao catálogo da Globoplay na íntegra e, pela primeira vez, em HD, como a obra foi gravada originalmente.

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Para marcar e celebrar este momento que é, praticamente, seu primeiro retorno ao grande público, a plataforma de streaming reuniu alguns jornalistas para uma coletiva virtual com a dupla de protagonistas junto com a atriz Mariana Ximenes, que deu vida à jovem Lara, filha de Flora (Patrícia Pillar), mas criada por Donatela (Claudia Raia), que ficou no centro do embate entre as ex-amigas e parceiras de dupla sertaneja na juventude que moveu todos os 197 capítulos da trama.

Considerada uma grande novela das nove, A Favorita quebrou paradigmas na época, pois João Emanuel Carneiro guiou o início da trama sem revelar aos espectadores quem era a vilã e quem era a mocinha entre Flora e Donatela. Um mistério que, antes seria revelado apenas no final, veio à tona no capítulo 60, pondo um fim na confusão que se criou entre os telespectadores.

Nesta coletiva, Patrícia Pillar entregou um segredo: ela já sabia que daria vida à personagem vilanesca que faria história na teledramaturgia desde o começo. Claudia Raia também. O segredo, na verdade, foi guardado a sete chaves apenas entre elas, o autor João Emanuel, e o diretor Ricardo Waddington.

Na pergunta feita pelo Jornal do Commercio sobre o assunto, Patrícia deu mais detalhes: “O que eu tentei foi fazer um personagem possível, factível, verossímil, nas duas possibilidades, o tempo todo. A minha tentativa era que, em cada cena, ela pudesse ser vista, tanto atuando, quanto falando a verdade. Foi o que tentei fazer para não dar bandeira em nenhum momento. E para que, quando fosse exibida novamente, quando todo mundo soubesse de tudo, que é o caso de agora, conseguissem ver, que tinha essa outra pessoa morando ali dentro”.

Claudia Raia, que não escondia a alegria com o retorno da novela no Globoplay durante a conversa, corroborou com sua colega de cena: “Nós quatro sabíamos. Eu, Patrícia, João e Ricardo. Mas tudo tinha que ser orquestrado para que quando a carapuça caísse, todo mundo enxergasse quem era quem. E tinha que ter uma coerência. Porquê ela agia daquela maneira com a Lara? Porque que ela tinha um ódio que não cabia dentro dela da Flora? Tudo isso foi construído minuciosamente para que, justamente, fosse verossímil. Foi um trabalho de muitas camadas, muita conversa, muita direção, para que chegássemos naquele resultado”.

Mariana Ximenes também expressou seu sentimento de gratidão com esta novela. “O João Emanuel escreveu uma trama tão arquitetada, que todos tiveram o seu brilho. Era uma trama muito bem construída. Tive duas mães incríveis, ainda tinha a Glória Menezes (Irene), o Tarcísio Meira (Copola)... Eu amei fazer a Lara. Foi um super exercício de atriz! E além desse personagem marcante, eu tinha vontade de assistir a novela. Vou ser espectadora agora também no streaming”, declarou.

NOVELÃO

Para quem não lembra da história, um refresco: toda a rivalidade entre Flora e Donatela surgiu quando elas ainda cantavam na dupla sertaneja Faísca e Espoleta. Após cumprir uma pena de 18 anos de prisão pelo assassinato de Marcelo Fontini (Flavio Tolezani), o marido de Donatela, Flora deixa a prisão disposta a provar a sua inocência, acusando a ex-parceira de ter cometido o crime. E isso foi apenas a ponta do iceberg de uma trama cheia de reviravoltas.

“Era uma trama muito intensa, apoiada em duas mulheres. Toda vez que existiam embates da Flora e da Donatela eram cenas incríveis. Acho que nós demos ‘match’ nessa novela. E ainda ganhei uma filha pra vida inteira, a Mari (Ximenes). Ainda tinha Ary Fontoura (Silveirinha), o Murilo Benício (Dodi)... Era só risada e alegria”, relembrou Claudia Raia sobre a energia no set de gravação.

Patrícia Pillar foi mais profunda em descrever A Favorita: “A novela era muito pesada, calcada em sentimentos de vingança, ódio, mas os bastidores eram muito leves. Muito gostoso de viver. Foi um ano muito intenso de trabalho. Gravações em estúdio, externas, estudos de cena... Mas foi incrível de fazer”.

Mariana também revelou um segredo seu das gravações: “A Lara tinha um conflito muito forte entre as duas mães: Quem está falando a verdade? Em quem acreditar? Exigia muito de mim. Tanto que na época eu fazia boxe para poder trazer a raiva da personagem em algumas cenas. Antes de gravar, pedia para o contrarregra segurar um estilo de saco de pancadas para poder bater. E quando não estava em cena, ficava assistindo elas e o grande elenco para aprender”.

A novela que prendeu o público com uma grande história, boas atuações, cenas memoráveis e ainda retomou um sucesso do cancioneiro popular – Beijinho Doce – agora pode ser vista onde e quando quiser no Globoplay. Para um bom noveleiro que se preze, A Favorita é, de fato, uma trama obrigatória de rever ou, até mesmo, para conhecer. O primeiro capítulo, inclusive, está aberto para não assinantes.

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