LUTO

Morre Aurinha do Coco, uma das guardiãs do Coco de Roda em Pernambuco, nesta quinta

Um dos ícones da cultura popular do Estado, Aurinha do Coco morreu nesta quinta-feira (27)

Bruno Vinicius
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Bruno Vinicius
Publicado em 27/01/2022 às 10:57 | Atualizado em 27/01/2022 às 17:24
Eric Gomes/Secult/PE
Aurinha do Coco, uma das guardiãs do ritmo no Estado, faleceu nesta quinta - FOTO: Eric Gomes/Secult/PE
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Uma das guardiãs do Coco de Roda de Amaro Branco, em Olinda, Aurinha do Coco faleceu na madrugada desta quinta-feira (27) em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. A artista, um dos ícones da cultura popular pernambucana, faleceu no Rio de Janeiro aos 63 anos, lugar em que morava desde o início da pandemia.

Tendo Áurea da Conceição de Assis Souza como nome de nascença, Aurinha integrou o grupo de Selma do Coco, como vocalista, por 10 anos.  "Estamos todos muito comovidos, amanhã daremos mais notícias. Pedimos que mandem boas energias para que a passagem da nossa rainha seja em luz. Com todo carinho e saudades da nossa Mestra", disse o perfil da artista no Instagram.

Depois de integrar o grupo de Selma do Coco, ela seguiu em carreira solo nos anos 1990. Foi uma das coquistas mais prestigiadas em Pernambuco, participando de apresentações em vários lugares do País. A artista também deu o prestígio de cantar e gravar com outros ícones da cultura popular pernambucana, como  Alceu Valença, Naná Vasconcelos e Lia de Itamaracá, entre outros.

Secult-PE e Fundarpe lamentam

O presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, destacou Aurinha como um ícone da cultura popular do Estado. "Aurinha sempre foi um ícone da resistência da cultura popular, carregando com ela a dança, a música, as vestimentas, e sendo um símbolo de alegria por onde passasse. Quando falamos do coco praieiro do Amaro Branco, em Olinda, lembramos de Aurinha e sua história. Daqui em diante ela será lembrada e homenageada sempre que uma roda de coco acontecer", disse Marcelo.

"Mestra Aurinha do Coco dedicou boa parte de sua vida à preservação da cultura e tradição pernambucana. A Secult-PE e Fundarpe deixam seus sentimentos aos amigos e familiares da Mestra", afirmou Gilberto Freyre Neto, secretário Estadual de Cultura.

Em uma publicação no Twitter, a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, lamentou a perda da artista. "Pernambuco amanheceu mais triste. Nos despedimos hoje da mestra Aurinha do Coco, coquista de primeira grandeza e um ícone da cultura de Olinda e do nosso estado. Meu abraço solidário a toda a família, amigos e fãs. Aurinha e sua arte seguem conosco em afeto, lembrança e saudade".

Cremação e missa

Após a notícia da morte, sua equipe publicou um pedido de ajuda com os custos do velório e cremação da artista, mas conseguiram o suficiente para realizar as últimas homenagens. O corpo de Aurinha vai ser velado na capital fluminense nesta sexta-feira (28), às 15h, e será cremado às 18h. A família pretende realizar a missa de sétimo em Olinda, no dia 2 de fevereiro, e espera os recursos para o pagamento das passagens aos familiares.

Segundo Dora Motta, produtora de Aurinha, a coquista foi morar no Rio de Janeiro após a desvalorização dela aqui pelo Estado. "Ela veio em 2019, muito pela desvalorização do Estado para a mestra, que a deixou deprimida. Ela acabou vindo para o Rio, no início da pandemia, por causa da base de apoio dela. Ela estava morando com a família", conta.

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