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Danuza Leão morre aos 88 anos, no Rio de Janeiro

A ex-modelo, atriz, jornalista e escritora era uma das personalidades mais marcantes da cultura carioca do século 20

JC
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Publicado em 23/06/2022 às 0:51 | Atualizado em 23/06/2022 às 1:27
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Danuza Leão era uma das personalidades mais marcantes da cultura carioca do século 20 - FOTO: Reprodução
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A ex-modelo, atriz, jornalista e escritora Danuza Leão morreu no final da noite desta quarta-feira (22)  e o corpo será cremado no Cemitério do Caju, em data e horário ainda indefinidos. Ela sofria de enfisema pulmonar e morreu de insuficiência respiratória. Danuza era irmã da cantora Nara Leão e participou do filme "Terra em Transe", dirigido por  Glauber Rocha.

Danuza ganhou dois Prêmios Jabuti, o mais importante da literatura brasileira com "Quase tudo", de 2005, e "Danuza Leão fazendo as malas", de 2008. Foi colunista do Jornal do Brasil, Folha de São Paulo e de O Globo e publicou oito livros. Foi casada com os jornalistas Samuel Wainer, Antônio Maria e Renato Machado.

Em dezembro de 2019, ela anunciou que pararia de escrever. De acordo com um texto escrito pela própria e publicado no blog de Lu Lacerda, a decisão foi tomada porque "encaretamos!".

"Quando comecei a escrever, podia tudo. Relendo coisas que escrevi há 15, 20 anos, mal posso acreditar na liberdade que se tinha - e como era bom. Mas não há bem que sempre dure; veio o politicamente correto e o moderno feminismo, que tornaram a vida melancólica e sem graça, afastando essa coisa tão boa, que é o encontro entre homens e mulheres. Encaretamos!", disse na abertura do texto.

Danuza Leão era conhecida por protagonizar polêmicas. Em 2013, foi demitida do jornal Folha de S. Paulo, onde era colunista, após declarar em sua coluna que Nova York não tinha mais graça quando "até o porteiro" podia viajar e que empregadas domésticas estavam melhor sem os direitos propostos pela "PEC das Domésticas".

 

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