OLINDENSE

Criado há 20 anos, grupo Pra Mateuz Poder Dançar retoma atividades

Na proposta base, o som nascido da efervescência de Peixinhos traz ritmos africanos e música caribenha

Nathália Pereira
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Nathália Pereira
Publicado em 28/08/2021 às 7:00
CACAU LAMAIA /  DIVULGAÇÃO
Toca Ogan, André Malê e Marcos Matias assumem vozes e tambores da Mateuz. Volta foi marcada por live-show - FOTO: CACAU LAMAIA / DIVULGAÇÃO
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Um show ao vivo, transmitido pela internet diretamente do Pólvora Estúdio, no Recife, marcou um momento importante para três grandes instrumentistas olindenses, descendentes diretos da efervescência cultural do bairro de Peixinhos. Trata-se de André Malê, Marcos Matias e Toca Ogan, percussionistas que, juntos, formam o Pra Mateuz Poder Dançar. O grupo autoral foi criado há pouco mais de duas décadas, bem-recebido pelo País - sendo atração principal de uma edição do antigo Musikaos, da TV Cultura, no início da década de 2000 - e reativado recentemente.

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Na proposta base, o som traz ritmos africanos e música caribenha - da rumba à cúmbia, passando pela guaracha -, além de passear por outras combinações, inclusive as encontradas no que viria a ser traduzido como cena mangue, nos anos 1990. Não por menos: Matias e Ogan são figuras elementares nos tambores da Nação Zumbi. Já Malê, tem trabalhos junto a Otto. Ao trio, que assume também os vocais, juntam-se na Pra Mateuz Poder Dançar Bactéria (teclados), Max Matias (bateria), Parrô (sax), Márcio Oliveira (trompete), Ozeas (trombone), Léo do Peixe (baixo) e Silmario Júnior (guitarra).

SOM AO VIVO

Sapato Alto e Passageiros foram algumas das músicas tocadas. Ao vivo, Marcos Matias é responsável pelos vocais principais, em um som daqueles para conferir de perto, assim que situação da pandemia de covid-19 permitir. "Agradeço a todos que estão junto conosco nessa retomada em um tempo tão difícil, mas Pra Mateuz é resistência", diz ele.

"O Pra Mateuz Poder Dançar tem uma origem africana. A gente se uniu para fazer um som nomeado afrobeat. Dizemos que todo mundo tem um beat no corpo, todo mundo tem um chip na mente, mas a base do meu corpo é um computador orgânico", observa Toca Ogan.

A live-show com cerca de 40 minutos contou com realização independente, teve apresentação de Laís Senna; câmeras, direção e edição a cargo de Pedro Bettin, Cacau Lamaia e Isabela Lins; e pode ser conferida na íntegra no canal do Peixe Voador, projeto parceiro da produção, no YouTube. A banda também está no Instagram, com o perfil @pramateuzpoderdancar.

Assista à live-show:

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