TELEVISÃO

'Uma tristeza', diz Marieta Severo sobre o cenário para a cultura no Brasil

'Será que eu vou conseguir ver a reconstrução desse país?', questionou a atriz durante entrevista ao 'Conversa com Bial'

Nathália Pereira
Nathália Pereira
Publicado em 15/11/2021 às 21:22
REPRODUÇÃO / GSHOW
Veterana, Marieta está com 75 anos de idade e 54 de carreira - FOTO: REPRODUÇÃO / GSHOW
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Marieta Severo foi a convidada do Conversa com Bial de sexta-feira (12). No ar como Noca, na novela Um Lugar ao Sol, a atriz comentou a felicidade em relação à boa repercussão da personagem, que é avó de Lara (Andréia Horta). Marieta contou que alguns profissionais que trabalham na edição do folhetim comentaram sobre como gostariam de ter "uma avó igual à Vó Noca".

O bate-papo também passeou por outros temas, como os cabelos brancos recém assumidos pela veterana de 75 anos. Ela começou a gravar Um Lugar ao Sol ainda com os fios pintados, mas as pausas nas gravações, por causa da pandemia, deram tempo para que a tintura caísse e Marieta pudesse, finalmente, entrar em estúdio com o atual visual.

Mais à frente, a eterna Dona Nenê, de A Grande Família (2001 - 2014), comentou sobre o estado de saúde do marido, o diretor teatral e apresentador de televisão Aderbal Freire Filho, 80 anos, que se recupera de um acidente vascular cerebral hemorrágico. Ele e Marieta mantém um relacionamento há 16 anos, mas moravam em residências separadas. Com o adoecimento de Freire Filho, passaram a dividir o mesmo teto.

CARREIRA E FUTURO

Com 54 anos de carreira, Marieta Severo também respondeu às perguntas de Pedro Bial sobre o momento político do País e a situação do setor cultural diante de decisões controversas do atual governo federal, em figuras como o secretário de Cultura, Mário Frias.

"Dá uma tristeza, principalmente para uma pessoa que tem 74 anos (à época da gravação) que nem eu, pensar 'será que eu vou conseguir ver a reconstrução desse país?'. E em todos os sentidos, a cultura, meio ambiente, costumes, tudo está retrocedendo", disse.

E complementou: "Sobreviver é a nossa força, não adianta tentar botar esse barco lindo da cultura, dos costumes, para atrás. Não adianta, não conseguem conter, e esse é o desespero deles", disse.

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