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Índice de confiança do comércio tem maior queda desde 2010

De acordo com o pesquisador da FGV, Rodolpho Tobler, a confiança foi impactada pela pandemia do novo coronavírus

Agência Brasil
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Publicado em 27/04/2020 às 11:01 | Atualizado em 27/04/2020 às 11:01
Tânia Rêgo/Agência Brasil
No Comércio, 36,1% das companhias relataram efeitos negativos nos negócios. Na Construção, 21,4% foram afetados negativamente - FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Índice de Confiança do Comércio (Icom), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 26,9 pontos na passagem de março para abril deste ano. Com esse, que foi o maior recuo do indicador em toda a série iniciada em abril de 2010, o Icom chegou a 61,2 pontos, em uma escala de zero a 200. Esse também é o menor patamar do indicador na série.

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A confiança caiu em todos os seis segmentos pesquisados pela FGV. Houve pioras na confiança dos empresários do comércio tanto em relação ao presente quanto em relação ao futuro.O Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre o futuro, caiu 19,5 pontos e atingiu 63,2 pontos, o menor patamar desde o início da série. Já o Índice de Situação Atual, que mede a opinião dos empresários em relação ao presente, recuou 33 pontos, registrando 60,9 pontos, o segundo menor valor da série histórica, perdendo apenas para outubro de 2015 (58,4 pontos).

De acordo com o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler, a confiança foi impactada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) e pelas consequentes medidas de isolamento social. “Ainda é difícil observar um cenário de recuperação no curto prazo, mesmo com algum afrouxamento do isolamento social, dado o nível elevado de incerteza e a grande cautela que é observada na percepção dos consumidores”, afirma Tobler.

 

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