CESTA BÁSICA

Bolsonaro pede que empresários façam 'sacrifícios' e tenham 'patriotismo' para evitar alta dos alimentos

"Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro", disse o presidente

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Publicado em 04/09/2020 às 17:04
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Carolina Antunes/PR
A informação foi dada nesta sexta-feira (4) a apoiadores no interior de São Paulo - FOTO: Carolina Antunes/PR
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com informações da Folha de S.Paulo

Nesta sexta-feira (4) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores, no interior de São Paulo, que está "pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados" para que não ocorra uma alta nos preços dos produtos da cesta básica. O comentário foi feito após o chefe do Executivo perguntar se o preço do arroz e feijão está "subindo muito".

"Só para vocês saberem, já conversei com intermediários, vou conversar logo mais com a associação de supermercados (...) estou conversando para ver se os produtos da cesta básica aí... estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro", declarou.

O presidente garantiu que não irá dar "canetada em lugar nenhum". "Ninguém pode trabalhar de graça. Mas a melhor maneira de controlar a economia é não interferindo. Porque se interferir, der canetada, não dá certo", disse.

Bolsonaro ainda justificou que o aumento de preços se deu por conta do pagamento do auxílio emergencial. "Muito papel na praça, a inflação vem", afirmou.

Cesta básica mais cara

Uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta sexta-feira (4), mostrou que, no mês de agosto, os preços de produtos que compõem uma cesta básica aumentaram em 13 capitais pesquisadas. Em São Paulo, a cesta apresentou alta de 2,90% em relação a julho, chegando a R$ 539,95. No ano, o preço do conjunto de alimentos aumentou 6,60% e, em 12 meses, 12,15%. A capital paulista ocupou o primeiro lugar no ranking.

Segundo apontou o Dieese, com base na cesta mais cara, a estimativa era que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 4.536,12. Atualmente, o mínimo vigente é R$ 1.045,00.

A segunda capital com maior valor da cesta básica é Florianópolis (R$ 530,42). A variação em relação ao mês de julho foi de 1,61%. Recife ocupa a 13ª posição no ranking, com a cesta básica custando R$ 439,19 (0,71%). Ainda segundo a pesquisa, os produtos com alta de preço médio em relação a julho foram: leite integral (10,74%), farinha de mandioca (5,56%), arroz agulhinha (4,67%), óleo de soja (4,15%), carne bovina (4,11%), açúcar (2,36%), pão francês (0,88%), manteiga (0,69%) e banana (0,17%).

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