BENEFÍCIO

Bolsonaro afirma que auxílio emergencial poderá voltar a ser pago a partir de março

Dessa vez, o auxílio, que ainda não teve o valor definido, poderá ter a duração de até quatro meses

JC Estadão Conteúdo
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Estadão Conteúdo
Publicado em 11/02/2021 às 15:18
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil - FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (11), que o governo federal deve prorrogar por "mais alguns meses" o pagamento do auxílio emergencial. O benefício para combater os efeitos econômicos da covid-19 foi encerrado em dezembro e apenas poucos pagamentos residuais, oriundos de recursos junto ao governo, foram feitos em janeiro e fevereiro.

De acordo com o presidente, uma nova rodada do benefício deverá ser paga a partir do próximo mês. Dessa vez, o auxílio, que ainda não teve o valor definido, poderá ter a duração de até quatro meses. Para o chefe do Executivo, a alternativa está sendo discutida entre o Executivo e o Congresso. "Está quase certo, ainda não sabemos o valor. Com toda certeza a partir de março, (por) três, quatro meses", afirmou.

Mais cedo, Bolsonaro já havia falado sobre a prorrogação do benefício. "No momento, a nossa equipe, juntamente com parlamentares, estuda a extensão por mais alguns meses do auxílio emergencial, que - repito - o nome é 'emergencial'. Não pode ser eterno porque isso representa um endividamento muito grande do nosso País e ninguém quer o País quebrado", comentou o presidente.

Conforme mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a retomada do benefício em valor reduzido - de R$ 200 por três meses - está condicionada à aprovação do Orçamento de 2021 e das propostas em tramitação no Senado que preveem corte de gastos. Além disso, Guedes quer segurança jurídica para a retomada do auxílio, o que seria dado por uma cláusula de calamidade ou nova edição da PEC do orçamento de guerra.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia cobrado publicamente o ministro da Economia, Paulo Guedes, para que saia uma nova rodada do auxílio emergencial. Lira afirmou que "Urge que o ministro Guedes nos dê com sensibilidade do governo uma alternativa viável" para o retorno do benefício.

Bolsonaro, em seguida, afirmou que "entendíamos, juntamente com Parlamento - deputados e senadores aqui presentes que votaram favorável nestas questões - que havia a necessidade" de uma nova rodada de auxílio. Ele discursou aos presentes no período da manhã durante cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural a 60 famílias em Alcântara (MA). "Porque, junto com a pandemia, houve muito fechamento de postos de trabalho e vocês necessitavam de algo para ajudá-los na sobrevivência", completou.

Acompanham o presidente os ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e do Turismo, Gilson Machado, bem como o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), nome cotado para disputar o executivo estadual e opositor do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Rocha é também defensor de imposto similar à extinta CPMF como forma de financiar programas de distribuição de renda.

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