PANDEMIA

Celpe começa a entregar refrigeradores para os municípios armazenarem vacinas

Os refrigeradores conseguem informar, remotamente, se a temperatura não está adequada e se está faltando energia e ainda se a bateria está perto de acabar

Angela Fernanda Belfort
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Angela Fernanda Belfort
Publicado em 04/03/2021 às 19:51 | Atualizado em 04/03/2021 às 19:53
Foto: Divulgação/Celpe
Os refrigeradores científicos serão doados pela Celpe a 136 municípios - FOTO: Foto: Divulgação/Celpe
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Uma geladeira que avisa ao seu administrador se faltou energia, informando também se a temperatura está adequada para conservar as vacinas e pode trabalhar por até 12 horas com uma bateria que já vem com o equipamento, sendo acionada em caso de falta de energia. Esses refrigeradores científicos estão chegando ao Estado, vão ser doados aos municípios pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) que vai trocar cada equipamento deste por duas geladeiras usadas de propriedade das prefeituras. Serão 155 refrigeradores que vão ser distribuídos por 136 municípios. Os primeiros equipamentos começaram a ser doados na semana passada.

A iniciativa custará cerca de R$ 1,5 milhão sendo bancada pelo Programa de Eficiência Energética da Celpe que geralmente troca uma geladeira velha por uma usada e custará cerca de R$ 1,5 milhão. O programa tem a fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Substituir uma geladeira usada por uma nova faz o consumidor gastar menos energia, porque os motores antigos consomem mais e chegam a ser responsáveis por mais de 60% do consumo em algumas famílias de baixa renda.

Pernambuco tem 185 cidades e várias vão ficar sem receber esse tipo de refrigerador, incluindo as que estão na Região Metropolitana do Recife com exceção da capital. "Estabelecemos que os municípios que vão receber este tipo de refrigerador são os que apresentam o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,61. A exceção foi o Recife que vai receber 20 equipamentos porque tem uma população maior a ser vacinada", explica o supervisor de Eficiência Energética da Celpe, Artur Costa.

"Os refrigeradores científicos são apropriados para a vacina, podem ser programados para ficar na temperatura de 2 a 8 graus Celsius, apresentando a mesma temperatura em todos os locais do equipamento. O fabricante nos garantiu que vai dar um treinamento para as pessoas do município que vão ficar responsáveis pelo equipamento. É só cadastrar um telefone que o responsável recebe as informações", explica Artur. Os equipamentos também possuem sensores e um sistema de alarme remoto à distância, que realiza chamadas telefônicas se houver uma queda de temperatura ou a bateria estiver em um nível baixo. As câmaras de conservação são de fabricação nacional e têm capacidade de 280 litros, conseguindo armazenar cerca de 18 mil doses de 0,5 ml do imunizante.

Em alguns locais do Brasil, já se chegou a perder vacina, por causa de problemas na refrigeração num momento em que as vacinas atendem um percentual insignificante da população. A vacina é a forma mais assertiva de evitar a contaminação pelo vírus que provocou a morte de mais de 250 mil pessoas em todo o País.

LOGÍSTICA

As primeiras 20 unidades foram entregues à Prefeitura do Recife. Nesta segunda fase, serão contemplados os municípios do Interior do Estado com as seguintes cidades que recebendo os equipamentos nos próximos dias: Agrestina, Altinho, Belém de Maria, Bodocó, Buíque, Chã de Alegria, Capoeiras, Flores, Iguaracy, Itambé, Itapetim, João Alfredo, Jucati, Lagoa do Carro, Lagoa Grande, Panelas, Quixaba, Santa Terezinha, São José da Coroa Grande, Terezinha, Cachoeirinha, Caetés, Canhotinho, Carnaíba, Chã Grande, Cortês, Cumaru, Custódia, Dormentes, Frei Miguelinho, Quipapá, Saloá, São Bento do Una, São João, Vertentes, Iati, Itaquitinga, Jataúba, Lagoa do Carro e Parnamirim.


Segundo informações da Celpe, a distribuição está sendo gradativa e a previsão é que as demais cidades contempladas com a doação recebam as câmaras de refrigeração nas próximas semanas. As distribuidoras do Grupo Neoenergia (Celpe, em Pernambuco; Coelba na Bahia; Cosern (RN) e Elektro (SP/MS) gastaram cerca de R$ 20 milhões em iniciativas relacionadas à pandemia, como a compra de testes em parceria com a Fiocruz, doação de respiradores a hospitais públicos, doações de ar-condicionado aos hospitais de campanha destinados a receber os pacientes de covid-19, entre outras.

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