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IPCA de fevereiro fica em 0,86%, ante 0,25% em janeiro, afirma IBGE

A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 1,11%. Em 12 meses, o resultado foi de 5,20%

Estadão Conteúdo
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Publicado em 11/03/2021 às 12:25
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O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25% - FOTO: Foto: Reprodução
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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro com alta de 0,86% ante um avanço de 0,25% em janeiro, informou na manhã desta quinta-feira, 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 1,11%. Em 12 meses, o resultado foi de 5,20%.
 
A alta de 0,86% em fevereiro foi o resultado mais elevado para o mês desde 2016, quando o índice havia aumentado 0,90%, segundo o IBGE. Em fevereiro de 2020, o IPCA ficou em 0,25%. Como resultado, a taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses acelerou de 4,56% em janeiro para 5,20% em fevereiro, ante uma meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central este ano. A taxa foi a mais acentuada desde janeiro de 2017, quando estava em 5,35%.
Apenas um dos nove grupos que integram o IPCA registraram deflação em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo ocorreu em comunicação (-0,13%), enquanto houve avanços em todos os demais: Alimentação de Bebidas (0,27%), Habitação (0,40%), Artigos de Residência (0,66%), Vestuário (0,38%), Transportes (2,28%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), Despesas Pessoais (0,17%) e Educação (2,48%).
 
As variações dos grupos Transportes e Educação responderam juntas por cerca de 70% do IPCA de fevereiro. Em Saúde e Cuidados pessoais, o destaque foi o item higiene pessoal (1,07%), que contribuiu com 0,04 porcentual para o IPCA do mês, seguido por plano de saúde (0,67%) e produtos farmacêuticos (0,27%). Todas as 16 áreas pesquisadas apresentaram altas de preços em fevereiro. O maior resultado foi o da região metropolitana de Fortaleza (1,48%), enquanto o mais baixo foi registrado no Rio de Janeiro (0,38%)

Habitação

As famílias gastaram 0,40% mais com habitação em fevereiro, uma contribuição de 0,06 ponto porcentual para a taxa de 0,86% registrada pelo IPCA no mês. O gás de botijão subiu 2,98%, o nono mês consecutivo de aumentos, contribuindo com 0,03 ponto porcentual para o IPCA de fevereiro.
O gás encanado ficou 2,68% mais caro, em consequência de reajustes em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. A taxa de água e esgoto aumentou 1,02%, em função de reajustes em Fortaleza, Aracaju, Curitiba, Campo Grande e Recife.
Por outro lado, a energia elétrica caiu 0,71%, uma contribuição negativa de 0,03 ponto porcentual para a inflação. Em fevereiro, foi mantida a bandeira tarifária amarela, que acrescenta a cobrança de R 1,343 a cada 100 quilowatts-hora consumidos na conta de luz.

Educação

As famílias gastaram 2,48% a mais com Educação em fevereiro, o equivalente a um impacto de 0,15 ponto porcentual na inflação medida pelo IPCA no mês. O maior impacto partiu dos cursos regulares, com avanço de 3,08%, uma contribuição de 0,14 ponto porcentual.
O resultado reflete os reajustes sazonais observados no início do ano letivo, além da retirada de descontos praticados por algumas instituições de ensino ao longo de 2020, no contexto da pandemia de covid-19, explicou Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. "Em fevereiro a gente capta os reajustes que são praticados pelas instituições de ensino no início do ano letivo, e houve também retirada de alguns descontos que foram praticados no ano de 2020 por conta da pandemia", disse Kislanov.
As maiores elevações de preços ocorreram na pré-escola (6,37%), ensino fundamental (4,92%) e ensino médio (4,45%), mas também houve aumentos no ensino superior (0,94%) e curso técnico (0,91%).

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