CAGED

Pernambuco tem saldo negativo na geração de empregos em março

Das 27 unidades da Federação, 24 apresentaram crescimento na geração de empregos em março, em relação ao mês anterior. Os estados com saldo negativo de empregos foram Alagoas, Pernambuco e Ceará.

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 28/04/2021 às 18:13
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CONGRESSO profissionais de diversas áreas vão analisar os cenários pós pandemia para o mundo do trabalho - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Pernambuco registrou uma leve queda na geração de empregos no mês de março, segundo o Novo Caged, (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Economia. No total, foram gerados no Estado, 35.392 empregos de carteira assinada e feitas 38.154 demissões, resultando num saldo negativo 2.762 vagas, diminuição de 0,22%.

O Brasil gerou 184.140 postos de trabalho com carteira assinada em março deste ano, resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.200.042, em março, o que representa uma variação de 1,46% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 admissões e de 4.103.494 desligamentos até março.

Pernambuco

No mês passado, os dados apresentam saldo positivo no nível de emprego em dois dos cinco grupamentos de atividades econômicas. Os setores que mais criaram vagas formais foram o de serviços, com saldo de 1.070 empregos (16.341 admissões para 15.271 desligamentos), e o da construção com saldo positivo de 573 vagas (3.947 contratações para 3.374 demissões).

Já três setores desempregaram mais do contrataram no Estado. Foram eles, a indústria, que apresentou saldo negativo 2.664 vagas (5.131 admissões para 7.795 desligamentos) e a agropecuária, com saldo negativo de 1.689 vagas (2.269 trabalhadores admitidos para 3.958 desligados). O comércio teve uma queda pequena no número de empregos gerados em relação às demissões, (7.704 contratados para 7.756 demitidos), ou -0,02%.

Para o sociólogo econômico, e professor do departamento de Sociologia da UFPE, Sidartha Soria, Pernambuco está numa situação estável, mas ainda preocupante. Segundo o professor, esses indicadores não permitem dizer se vai melhorar ou permanecer estável. "A melhoria da atividade econômica e, consequentemente da geração de empregos depende de muitas variáveis. O problema é que tudo está sendo feito no País com uma política ´capenga´, ou seja, se combate a pandemia mais ou menos, se vacina mais ou menos, e até o auxílio emergencial voltou menor e para menos pessoas. Você teria que combinar  as ações de isolamento com os auxílios federais. Do jeito que está, acaba prolongado o sofrimento da economia e da população", diz Sidartha.

Brasil

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formal em 24 das 27 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal. Os destaques são para São Paulo com a abertura de 50.940 postos, aumento de 0,41%; Minas Gerais que criou 35.592 novas vagas (0,84%); e Santa Catarina, com saldo positivo de 20.729 postos (0,93%).

Os estados com saldo negativo de empregos em março são Alagoas, que teve o fechamento de 8.310 postos, queda de 2,36%; Pernambuco, com saldo negativo de 2.762 postos, diminuição de 0,22%; e Ceará, que encerrou o mês passado com menos 1.564 postos de trabalho formal, queda de 0,13%.

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