Restrições

Prorrogação de medidas restritivas em Pernambuco vai prejudicar Dia dos Namorados do comércio e dos restaurantes

Governo de Pernambuco anunciou prorrogação de medidas restritivas por mais uma semana, até 13 de junho, e incluiu mais 35 cidades que terão restrição durante o final de semana

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 02/06/2021 às 21:32
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BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Shopping centers continuarão fechados nos finais de semana - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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O governo de Pernambuco anunciou durante coletiva nesta quarta-feira (2), a necessidade de ampliar as medidas restritivas para as atividades econômicas por mais uma semana. As restrições que seguiriam até o próximo dia 6, agora seguem até o dia 13 de junho. Além da Região Metropolitana do Recife e do Agreste, que já estavam enquadradas nas medidas, mais 35 cidades do Agreste e Sertão terão as atividades econômicas suspensas em dois finais de semana. O anúncio do governo não foi bem recedido pelos setores produtivos, que que sofrem com perda de renda, fechamento dos negócios e demissões de sus profissionais. 

Leia também: Pernambuco prolonga restrições no Grande Recife e deixa medidas mais rígidas em parte do Estado

Uma das principais reclamações dos empresários é a falta de isonomia com outros setores. O presidente da Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), Paulo Carneiro, entende a necessidade preservar vidas, criando condições para a redução dos casos da covid-19, mas alerta que é preciso pensar nos empregos e na viabilidade das atividades, com todos os cuidados e responsabilidade.

"Cerca de 50 mil trabalhadores das áreas de comércio e serviços em shopping centers sentem fortemente a falta de isonomia com a indústria, que pode funcionar 24 horas por dia, sete dias na semana.
Shopping Center, importante reafirmar, é um ambiente controlado, sinalizado e com rígidos protocolos de segurança sanitária. As medidas restritivas atingem os lojistas e os seus funcionários, que querem vender os seus produtos e garantir suas rendas. Com os shoppings tendo horários reduzidos e fechados nos finais de semana, criam-se muitas dificuldades", afirma.

A Apesce adianta que vai pleitear ao governo alterar os horários para atender a natural demanda de compras de presentes para o Dia dos Namorados, de modo a diluir a concentração de pessoas. Na quinta e sexta (10 e 11 de junho), funcionamento dos shoppings até às 22h, e no sábado até às 20h.

DIA DOS NAMORADOS 

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Frederico Leal, diz que as entidades do comércio vão pedir ao governo de Pernambuco para que flexibilizar as restrições no Dia dos Namorados. "A prorrogação das medidas restritivas vai atingir o Dia dos Namorados (12). Então vamos fazer uma gestão junto ao governo para que pelo menos nesse dia a abertura seja liberada. Nós estamos sufocadíssimos. Entendemos a situação do governo, mas o remédio está amargo demais. Também queremos pedir a flexibilização para comércio de shopping, bares e restaurantes", afirma. 

O setor de bares e restaurantes estava aguardando uma resposta do governo do Estado sobre o funcionamento do Dia dos Namorados, mas acabou se decepcionando com o retorno. "Nós estávamos aguardando com certa expectativa positiva em relação ao Dia dos Namorados. A resposta veio rápida, prorrogando até o dia 13, o que tira qualquer expectativa em relação a isso. O que nos ressentimos é que não temos um plano mais amplio, mais robusto que nos dê uma certa tranquilidade. Existe alguns pleitos tributário que precisamos aguardar o resultado do governo desde março. Tivemos um pleito tributário atendido, que foi positivo, reconhecemos, mas existem pelo menos quatro pontos que precisam de resposta.  Sem esse plano robusto nós estamos nos afundando em dívidas, desolados e torcendo sempre para que a situação da saúde melhores para que possamos resolver os problemas das empresas e dos empregos", pontua o presidente da Abrasel em Pernambuco, André Araújo. 

O setor de bares e restaurantes foi um dos mais prejudicados pela crise causada pela pandemia da covid-19. A atividade contava com 17 mil restaurantes, mas 40% fecharam. A crise dos empregos também foi avassaladora, com o desaparecimento de 40% das 240 mil vagas.  

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