Plano de ajuste fiscal da Prefeitura do Recife agrada grupo de empresários

Programa para ampliar capacidade de investimento do Recife em até R$ 1,5 bilhão foi apresentado ao grupo Atitude Pernambuco, movimento multissetorial que reúne 24 líderes empresariais do Estado

JC
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Publicado em 10/06/2021 às 17:39
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YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
O projeto de enxugamento das despesas da PCR envolve mudanças na previdência dos servidores e programa de desligamento voluntário - FOTO: YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
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O conjunto de medidas, divulgado no início desta semana, pela Prefeitura do Recife para aumentar a capacidade de investimento da capital em até R$ 1,5 bilhão, nos próximos três anos, entrou na pauta do movimento “Atitude Pernambuco”, formado por 24 líderes empresariais do Estado. Os detalhes do programa, que pretende adequar a Lei Orgânica Municipal ao enxugamento dos custos da máquina pública,  foram apresentados pelo prefeito João Campos, em videoconferência, à diretoria da entidade. Criado em 2018, o Atitude PE é um grupo multissetorial que contribui com a gestão pública na tomada de decisões para melhorar a competitividade da economia e otimizar o ambiente de negócios.

Aos empresários, Campos destacou que, implementado, o programa possibilitará mudar a Capag (Capacidade de Pagamento) do Recife de C para B, permitindo que 8% da Receita Corrente Líquida (RCL) da cidade sejam comprometidos com empréstimos internacionais, concedidos por entidades como o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com o prefeito, além de acelerar a capacidade de investimento em obras de infraestrutura, o conjunto de medidas permitirá a realização de aportes extras nas áreas de saúde e educação. “Esse ano é o ano da austeridade, de preparar e fazer projetos”, reforçou o gestor municipal.

PARCERIAS

Ao presidente do conselho do Atitude, Paulo Sales (presidente do Conselho de Administração da Rede Moura), e sua diretoria executiva, representada por Guilherme Cavalcanti, ex-presidente da ARIES (Agência Recife para Inovação e Estratégia) e da AD Diper (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco), o prefeito destacou, ainda, o plano de avançar com a carteira de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões.

“O programa surpreendeu não apenas pela dimensão, mas pelo potencial de transformação do município. Aumentando a sua capacidade de financiamento de forma responsável, a prefeitura vai contagiar não apenas os empreendedores, como também o povo recifense”, destaca Paulo Sales.

Na prática, conseguir enxugar os custos da máquina municipal, como propõem os projetos de lei enviados à Casa de José Mariano, fará com que a cidade do Recife rode até R$ 500 milhões anuais em financiamentos contratados diretamente pela Prefeitura do Recife.

SINTONIA

“Essa é uma agenda pública propositiva e moderna, que vai permitir que a cidade conquiste uma capacidade de investimento adequada à sua realidade. Estamos em sintonia e consideramos pertinentes os ajustes para melhorar a nota de crédito do Recife”, avalia Guilherme Cavalcanti.

Atualmente, o município gasta cerca de R$ 250 milhões anuais apenas com a Previdência - mais que o dobro da média histórica de investimento da capital com recursos próprios, que tem sido de aproximadamente R$ 100 milhões/ano, segundo informações da equipe do prefeito João Campos.



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