VENDAS

Comércio varejista acumula alta em Pernambuco mesmo com redução do auxílio emergencial

Na variação acumulada do ano de 2021, o varejo pernambucano tem o sétimo melhor resultado do País

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 07/07/2021 às 18:29
WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
ANÁLISE Confiança do comércio inicia o ano reduzindo a velocidade da desaceleração observada no final de 2021 - FOTO: WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
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O comércio varejista em Pernambuco ainda busca o equilíbrio em relação ao volume de vendas. No último mês de maio, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE,  as vendas no Estado cresceram 0,4% em relação ao mês de abril. Registrando a segunda menor evolução do País. Ainda assim, na base comparativa de 2020, quando o Estado passava por um dos momentos mais rígidos de isolamento, o crescimento foi de 26,8%. Na variação acumulada do ano, o varejo pernambucano tem o sétimo melhor resultado do País, com alta de 13,2% contra 6,8% da média brasileira.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, Pernambuco também teve desempenho acima do País, com 8,9% de aumento frente os 5,4% a nível nacional. Mesmo com a redução do pagamento do auxílio emergencial, que afeta o resultado de alguns segmentos específicos, as vendas seguiram melhorando na maioria dos grupos pesquisados pelo IBGE em maio. 

"O Estado vivia o momento de maior restrição na circulação e funcionamento de atividades econômicas de toda a pandemia. Os destaques de alta em maio são as atividades que vinham sofrendo mais com
quedas sucessivas em todo o ano de 2020. As retrações, no movimento contrário, ocorreram nas atividades que vinham conseguindo melhor desempenho nesse período”, justifica a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita.

Segmentos

Das 13 atividades varejistas e suas subdivisões investigadas pela PMC, quatro tiveram queda em maio de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. A atividade de Móveis e eletrodomésticos teve retração de 16,1%. Mesmo com o aumento de 23,3% na venda de móveis, a queda de 24,1% na comercialização de eletrodomésticos puxou o resultado geral da categoria para baixo.

Já os Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram retração de 11,5%, enquanto a subcategoria de Hipermercados e supermercados apresentou recuo maior, de 13,7%.

Vale ressaltar que, mesmo ainda sob os efeitos da pandemia, o País tem em 2021 uma redução do auxílio emergencial pago pelo governo federal, que impulsionou o desempenho de alguns segmentos varejistas ao longo do último ano, a exemplo dos supermercados. 

No acumulado de janeiro a maio de 2021, a maior alta ficou por conta dos Veículos,
motocicletas, partes e peças, com aumento de 75% no volume de vendas, seguido por Outros
artigos de uso pessoal e doméstico (59,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (44,2%).

Já as quedas ficaram por conta da subcategoria de Eletrodomésticos (-14,1%), de Móveis e Eletrodomésticos (-10,7%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-8,7%), Hipermercados e supermercados (-8,4%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,1%).

 

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