Varejo

Dia dos Pais: 49,8% dos consumidores vão comprar presentes para a data, mas 77% vão comemorar de alguma forma

Pesquisa realizada pela Fecomércio mostra que consumidores da RMR pretendem comemorar de alguma forma, seja com presente ou pequenas confraternizações

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 04/08/2021 às 15:17
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BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Comércio vive expectativa com vendas para o dia dos pais, comemorado neste ano em 8 de agosto. - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Às vésperas do Dia dos Pais, comemorado este ano no próximo domingo (8), a Fecomércio-PE divulga o resultado da Sondagem de Opinião do Dia dos Pais 2021. A pesquisa é uma espécie de termômetro de como será o comportamento do consumidor para a data. 

O levantamento revelou que 77,4% dos consumidores da RMR pretendem comemorar de alguma forma o Dia dos Pais em 2021. A maioria pretende realizar uma confraternização em casa, com pais, avôs e demais familiares.

Apesar da pandemia da covid-19, a proporção de comemoração em 2021 ficou muito próxima ao patamar verificado nas pesquisas de anos recentes, a exemplo de 2018 e 2019, quando a intenção alcançou 80% e 76%, respectivamente, longe da perspectiva de uma crise sanitária, econômica e social observada com a pandemia em 2020.

Na avaliação do assessor econômico da Fecomércio-PE, Ademilson Saraiva, o Dia dos Pais em Pernambuco deverá movimentar R$ 185,2 milhões. "O objetivo da pesquisa é prover informações relevantes às empresas de comércio varejista e de serviços de alimentação da Grande Recife a respeito do perfil e das expectativas de comemoração. O Dia dos Pais é a quarta data mais importante para o comércio no Brasil e deve movimentar R$ 6,03 bilhões no País e mais de R$ 180 milhões no Estado", reforça Saraiva.

O que mostram os dados

A maioria dos entrevistados, cerca de 60,4%, pretende realizar uma confraternização em casa, com pais, avôs e demais familiares. A intenção de presentear a pessoa homenageada no Dia dos Pais foi apontada por 49,8% dos consumidores, proporção que é bem maior entre as mulheres (63,2%) e entre pessoas de 18 a 29 anos (64,8%). O gasto médio com os presentes foi estimado em R$ 184, por consumidor, ficando em R$ 125 na faixa de 60 anos ou mais e alcançando R$ 200 na faixa de 18 a 29 anos.

Entre os que pretendem comprar presentes, o pagamento à vista será a principal opção dos consumidores, segundo apontam 54,5% dos entrevistados, que irão utilizar dinheiro ou cartão de débito. Já sobre o local de compra desses presentes, a escolha entre as opções estará mais equilibrada este ano: 41,2% pretendem comprar em shopping centers, 39,3% pretendem comprar em lojas do comércio tradicional e 14,2% pretendem comprar por comércio virtual. 

Roupas, acessórios e calçados entre os preferidos

Em relação aos itens presenteáveis, 62,6% dos entrevistados que pretendem presentear apontaram as 'roupas e acessórios' como a principal opção, seguidos de 'calçados' (28%), 'perfumes e cosméticos' (19,4%), 'mochilas, bolsas e carteiras' (6,6%), 'livros' (6,2%), 'vinhos e destilados' (6,2%) e 'relógios' (5,2%). Ou seja, presentes de maior valor agregado, como móveis e equipamentos eletroeletrônicos, tendem a ser pouco procurados na hora de presentear, refletindo a percepção de preços elevados e orçamento mais restrito durante o Dia dos Pais 2021.

A comemoração em bares e restaurantes, por sua vez, é esperada por 5,4% dos consumidores da RMR, proporção que é bem menor que a registrada em anos recentes – como em 2019, quando alcançou 13,1% – e concentra-se nas classes de renda mais elevadas. Para esse tipo de comemoração, o gasto médio estimado foi de R$ 239.

Sobre a pesquisa 

A Fecomércio-PE realizou o levantamento entre os dias 27 de julho e 2 de agosto. Para o estudo, foram consultadas 424 pessoas, entre homens e mulheres, de 18 anos ou mais e renda mensal familiar a partir de um salário mínimo, nos principais pontos de fluxo do comércio da RMR.

Entre os entrevistados que não pretendem comemorar o Dia dos Pais 2021, os principais motivos apontados, além dos que alegam não terem o pai vivo (46,9%), são a falta ou a insuficiência de dinheiro (18,8%) e o desemprego (12,5%).

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