Especial Balanço Empresarial

Maiores e Melhores: Celpe vence a pandemia com gestão e fecha 2020 com crescimento de 13,3% na receita líquida

Empresa do setor elétrico é destaque nos indicadores de receita líquida, ativo e variação do imobilizado, no Balanço Empresarial Maiores e Melhores, da JBG & Calado publicado pelo JC

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 27/09/2021 às 14:08
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BALANÇO Ativo da Celpe foi de R$ 11,4 bilhões em 2020 - FOTO: Foto: Divulgação
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Em um ano traumático para o setor elétrico, a Neoenergia Pernambuco (Celpe) conseguiu driblar a pandemia da covid-19 e encerrar 2020 comemorando crescimento da receita líquida, variação do imobilizado e aumento do ativo. A crise sanitária foi atenuada por uma gestão atenta, que antecipou movimentos, manteve investimentos e demonstrou capacidade de adaptação.

O desempenho da Neoenergia Pernambuco está no Balanço Empresarial - Maiores e Melhores 2020, realizado pela JBG & Calado e publicado pelo Jornal do Commercio. A companhia ficou em primeiro lugar no ranking das 50 com maior receita líquida, também está no topo na variação do imobilizado, aparece como primeira no Clube do Bilhão e tem o segundo maior ativo, atrás apenas da Chesf.

O presidente da empresa, Saulo Cabral, conta que ações diretas, junto ao consumidor, permitiram reduzir o impacto da pandemia nos negócios. "Para facilitar a interação dos clientes com a companhia precisamos acelerar a pegada da digitalização. Lançamos um canal no WhatsApp e passamos a nos comunicar com os clientes, que antes se dirigiam pessoalmente às lojas ou falavam por telefone. Hoje 90% das interações são pelo WhatsApp e pelas redes sociais", destaca.

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem Data: 27-8-2019 Assunto: ECONOMIA - Saulo Cabral, Presidente da Celpe. ## - BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

Numa situação de pandemia, a grande dificuldade para as famílias era ter receita para pagar as contas. A empresa entendeu que era preciso criar condições de pagamento, ainda que isso atingisse suas receitas imediatas. Diante disso foi criado um portal de negociação, onde o cliente podia pagar a conta no cartão de crédito ou parcelada em 12 vezes naquela época. Hoje já se permite em 24 vezes.

"Também fomos a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a aceitar pagamento com PIX para facilitar essas questões. A gente possui a tarifa social na base de clientes, chegando a 65% de desconto. A gente faz a conta caber no bolso e isso significa menos inadimplência. Durante a pandemia nós aumentamos em meio milhão de clientes a base da tarifa social, que hoje é superior a 1,1 milhão de famílias", pontua Cabral.

Houve um aumento da inadimplência no segundo trimestre, momento mais crítico da pandemia, mas era preciso fazer com que as pessoas pagassem pelos serviços essenciais. No segmento de baixa renda, por exemplo, houve uma queda de 6% na receita, mas depois ela voltou. Teve uma piora na arrecadação a partir de março e em outubro se atenua. De acordo com a Celpe, dentro de um ano o impacto foi atenuado.

"Na pandemia, o cliente residencial foi quem manteve o mercado aquecido. Com a ida das pessoas para as suas residências, acabou gerando um crescimento de 5% ao longo do ano, que é um valor alta para esta categoria. O crescimento residencial foi um equilíbrio, em relação ao decréscimo comercial e residencial. E foi um ponto importante também para a receita, porque a tarifa residencial é a mais alta e foi a que mais cresceu", explica Cabral, lembrando que a queda do comercial chegou a 20%.

Em 2020, a Celpe teve a melhor receita líquida no ranking das 50 empresas listadas pelo Balanço Empresarial - Maiores e Melhores. A receita líquida foi de R$ 6,8 bilhões ante os R$ 6,0 bilhões de 2019, registrando crescimento de 13,3%. O ativo da empresa também avançou, passando de R$ 7,9 bilhões para R$ 11,4 bilhões, o que representa um aumento de 44,3%.

A variação do imobilizado da empresa, que passou de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,6 bilhões, sinaliza que a Celpe continuou investindo, mesmo em um ano marcado pela pandemia. "Nós decidimos manter completamente nossa pauta de investimentos, porque a energia é um serviço essencial e a gente não pode pensar em curto prazo. Os investimentos no setor elétrico acontecem com 10 anos de antecedência, diz o presidente da Celpe.

Investimentos mesmo na crise

A previsão da companhia era investir R$ 700 milhões em 2020, mas aplicou R$ 722 milhões em seis subestações novas, 20 circuitos novos e colocou equipamentos inteligentes na rede. Para este ano, a expectativa é manter os investimentos para garantir a recuperação econômica.

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