GOVERNO FEDERAL

Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia pede demissão

Pedido de demissão foi divulgado no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que vai pagar um auxílio a 750 mil caminhoneiros autônomos

Estadão Conteúdo
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Publicado em 21/10/2021 às 18:14 | Atualizado em 21/10/2021 às 18:41
Saulo Cruz/Ministério de Minas e Energia
Mauro Coelho estava no cargo desde abril de 2020 - FOTO: Saulo Cruz/Ministério de Minas e Energia
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Atualizada às 18h31

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, pediu demissão do cargo. A informação foi dada pela assessoria de imprensa da pasta nesta quinta-feira (21). O pedido de exoneração acontece no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que vai pagar um auxílio a 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar aumento do diesel.

"Após cerca de 14 anos no serviço público, dos quais quatro como Diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um ano e meio como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho deixa o serviço público", diz a nota do ministério.


Mauro Coelho estava no cargo desde abril de 2020.

Outros pedidos de demissão

Os secretários de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram demissão dos cargos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (21). O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia. Os pedidos de exoneração vieram após o governo federal acertar uma mudança no teto de gastos que vai abrir um espaço de R$ 83,6 bilhões para despesas adicionais em 2022, ano em que o presidente da República buscará sua reeleição.

A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos.

Ajuda a caminhoneiros 

Após anunciar o Auxílio Brasil de R$ 400 sem que o governo tenha definido a fonte de custeio, o presidente Bolsonaro repetiu a postura ao divulgar, nesta quinta-feira (21) a criação de um benefício a caminhoneiros. "Números serão apresentados nos próximos dias, vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel", afirmou o presidente durante evento em Sertânia (PE) - mais uma vez, sem oferecer detalhes sobre a medida.

A novidade vem em um momento de preocupação entre economistas e agentes do mercado com a situação fiscal brasileira e de alta no preço dos combustíveis, um dos vilões da inflação.

O problema tem grande impacto sobre os caminhoneiros, uma das bases de apoio de Bolsonaro. O presidente tem enfrentando dificuldades em baixar o valor dos derivados de petróleo e jogado o problema no colo do ICMS cobrado por governadores e prefeitos.

Durante o evento desta quinta, Bolsonaro repetiu que o Auxílio Brasil será de R$ 400 "para todo mundo, sem exceção".

Como revelou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o Executivo decidiu mudar o teto de gastos para abrir espaço fiscal e bancar o Bolsa Família repaginado em ano eleitoral.

A declaração de Bolsonaro foi dada em evento de inauguração do Ramal do Agreste. A obra deve levar água do Rio São Francisco a cidades de Pernambuco e Paraíba.

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