Retorno do Estadual

Evandro Carvalho diz que planejamento prevê possibilidade do retorno do Estadual em julho

De acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, planejamento prevê possibilidade do retorno dos treinamentos na segunda quinzena de junho e volta do Estadual em julho

Lucas Holanda
Lucas Holanda
Publicado em 22/05/2020 às 12:48
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LEO MOTTA/JC IMAGEM
De acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, planejamento prevê possibilidade do retorno dos treinamentos na segunda quinzena de junho e volta do Estadual em julho. - FOTO: LEO MOTTA/JC IMAGEM
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Por conta da pandemia do novo coronavírus que afeta o mundo todo, o futebol brasileiro está paralisado há mais de dois meses e ainda não tem uma previsão oficial de retorno. Isso porque o Brasil infelizmente ainda vem tendo um grande número de mortes por dia. Com as mais de 1000 mortes dessa quinta-feira, o país chegou a triste marca de mais de 20 mil mortos pela covid-19 - podendo esse número aumentar ainda mais devido à sub-notificação.

No entanto, mesmo diante desse cenário de incerteza para a volta do futebol, alguns clubes brasileiros, como Grêmio, Internacional e Atlético-MG estão treinando. Outros como Vasco e Flamengo se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro pedindo permissão para que realizassem os treinamentos em Brasília. Aqui em Pernambuco, Náutico, Santa Cruz e Sport estão alinhados: só voltam às atividades quando for 100% seguro e tiver o aval das autoridades de saúde.

Em entrevista à Rádio Jornal, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, disse que o atual planejamento prevê a volta do Campeonato Pernambucano no mês de julho, mas destacou que isso são apenas projeções e que todo mundo respeita as condições de saúde e também o valor à vida. "Nós temos desde o primeiro momento cinco ou seis planos para a expectativa da volta. Hoje nós trabalhamos com a possibilidade de retorno de treinamentos na segunda quinzena de junho e o retorno do Campeonato Pernambucano em julho. Isso são projeções. O que nós fazemos são laboratórios de previsão e de expectativa de cenários favoráveis", disse Evandro Carvalho.

"Neste cenário, nós temos que ter as medidas. Nós temos que ter as medidas preventivas de preparar os CTs, já preparamos dois. A segunda etapa é providenciar os kits. Já providenciamos, mas ainda aguarda o momento ideal para a sua captação e sua utilização. A terceira é analisar os testes dos atletas e observar os relatórios. Tudo isso dentro de um planejamento que não é mérito da Federação Pernambucana de Futebol, mas todas as Federações já estão usando. É um procedimento de rotina que evidentemente nós contratamos especialistas que cuidam disso", completou o presidente da FPF.

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Para Evandro, não pressão para a volta do futebol

O presidente Evandro Carvalho ainda pontuou que, na visão dele, não há pressão para uma retomada do futebol. O mandatário também fez elogios ao Ministro da Economia, Paulo Guedes; e o ao ex-Ministro da Saúde, Nelson Teich, que se demitiu do cargo na semana passada. Ainda de acordo com o dirigente da FPF, o futebol retornando pode ajudar bastante na saúde mental de quem ama o esporte, mas novamente ressaltou a importância desse retorno acontecer apenas de forma segura.

"Não. Eu não qualificaria como pressão, eu definiria como desejo. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, foi muito feliz em uma entrevista onde ele pontuou que o futebol é a principal visão e materialização da capacidade brasileira e da produtividade do brasileiro. Foi quando o brasileiro deixou a síndrome de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues, e passou a ser uma instituição à altura de qualquer país europeu. E, na medida que nós conseguirmos restabelecer o futebol, isso sem dúvidas terá uma grande demonstração de capacidade de recuperação do Brasil na área econômica e financeira", detalhou Evandro Carvalho.

"Antes do Ministro da Saúde, Nelson Teich, foi muito feliz em dizer antes de deixar o cargo da preocupação do aumento dos casos de depressão e baixa autoestima. E o futebol seria um vetor importantíssimo para restabelecer esse sentimento de auto-suficiência e de reagir. Também seria uma maneira de deixar o torcedor em casa assistindo em casas, teríamos uma vacina contra o baixo astral, uma imunização contra o quadro depressivo e auxiliar nesses distúrbios depressivos, até porque não tem como esperar que nós tenhamos essa saúde mental sem ter um apoio psicológico. Então nós buscamos que o futebol volte, mas respeitando as condições de saúde e o valor à vida", finalizou o presidente da FPF.

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