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LA Galaxy rescinde com meia sérvio após posts racistas da esposa

Tea Katai apagou as publicações e Aleksandar Katai pediu desculpas pela atitude da esposa

Karoline Albuquerque
Karoline Albuquerque
Publicado em 05/06/2020 às 17:20
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Aleksandar teve o contrato rescindido após declarações racistas de Tea. - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
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O Los Angeles Galaxy, time que disputa a Major League Soccer (MLS), campeonato de futebol dos Estados Unidos, rescindiu o contrato com o meia sérvio Aleksandar Katai, anunciou o clube nesta sexta-feira (5). Posts de cunho racista da esposa do jogador, Tea Katai, nas redes sociais provocaram o desligamento dele. De acordo com a breve nota da equipe, o encerramento do contrato foi em "mútuo acordo."

Na quarta-feira (3), o LA Galaxy classificou os posts de Tea como "racistas e violentos". A nota acrescentou ainda que o clube "é veementemente contra qualquer forma de racismo, incluindo aquele que sugere violência ou tenta minimizar os esforços daqueles que lutam por igualdade racial" e o apoio do time à "comunidade negra nos protestos e na luta contra um sistema racista, de desigualdade social, intolerante e violento".

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No Instagram, a esposa do meia desdenhou do movimento Vidas Negras Importam (Black Lives Matter). Ela publicou um print de um vídeo em que uma viatura da polícia tenta passar pelos manifestantes, em Nova York, com um texto em sérvio dizendo "mate os m*". Em outro, Tea postou a imagem de uma mulher com duas caixas de sapato legendada com "Black Nikes Matter". Após as denúncias, ela deletou os posts.

Aleksander Katai emitiu um comunicado na quinta-feira (4) afirmando que não compactua com a visão da esposa e que "não são toleradas na família". "Esse foi um erro da minha família e eu assumo completa responsabilidade. Garanto que minha família e eu vamos tomar providências para aprender, entender, escutar e apoiar a comunidade negra", acrescentou o meia sérvio. Por fim, o jogador pediu desculpas pela "dor que os posts causaram à família LA Galaxy e todos os aliados na luta contra o racismo".

Os protestos nos Estados Unidos eclodiram após o assassinato de George Floyd, um homem negro brutalmente morto pela polícia, em Mineápolis, no dia 25 de maio. As manifestações permearam por vários esportes e entre atletas pelo mundo.

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