racismo

Casal de atletas negros é abordado com violência pela polícia em Londres: "negro dirigindo um carro legal"

Bianca Williams, do Reino Unido, e Ricardo dos Santos, de Portugal, foram seguidos e parados pela polícia de Londres de forma truculenta

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 07/07/2020 às 11:39
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Polícia abordou casal de atletas de forma truculenta em Londres - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
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O casal de atletas Bianca Williams, do Reino Unido, e Ricardo dos Santos, de Portugal, foi abordado de forma truculenta pela polícia de Londres no final de semana. Eles estavam voltando para casa quando a polícia pediu para eles pararem o carro, uma Mercedes, e descerem do veículo. Bianca, assustada com a violência dos policiais, foi algemada e repetia incansavelmente que seu filho, um bebê de três meses, estava no carro. 

"Havia muitos deles, gritando, pedindo para sair do carro. Tudo aconteceu tão rápido. Foi chocante o modo como eles estavam fazendo. Quando o carro parou e saímos do carro eles diziam para tirar nossos telefones e relógios. Quando abri minha porta eles disseram para eu sair do carro e eu disse que meu filho estava ali e eu não deixaria meu filho sozinho", disse a atleta em entrevista ao The Telegraph.

Ricardo é recordista dos 400m em Portugal e revelou que já foi parado pela polícia em outros episódios parecidos. "Eles disseram de uma forma que parecia que havia um motivo para a abordagem. Eu sei como funciona e como eles usa truques para justificar o comportamento deles", observou o velocista. Bianca continuou. "Eu acho que pararam o carro porque era um homem negro dirigindo o carro legal. E calhou de o carro estar todo preto, porque não vejo outro motivo para eles seguirem a gente. Tenho certeza que se ele não fosse negro não estaríamos aqui agora", finalizou.

O treinador do casal, Linford Cristie, destacou que o racismo não deve ser normalizado. "Esta não é a primeira vez que isso acontece (é a segunda em dois meses) e tenho certeza que não será a última que este tipo de abuso de poder e racismo estrutural não pode mais ser justificado e normalizado", disse em suas redes sociais.

 

 

 

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