OLIMPÍADA

Revezamento da tocha olímpica dos Jogos de Tóquio começa em Fukushima, sem público

A tocha olímpica foi acesa em Fukushima (nordeste do Japão) sem a presença do público, lançando o revezamento dos Jogos de Tóquio 2020, que foram adiados para este verão (no hemisfério norte) devido à pandemia de covid-19.

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Publicado em 25/03/2021 às 0:42
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Jogos de Tóquio foram adiados de 2020 para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus - FOTO: AFP
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A tocha olímpica foi acesa nesta quinta-feira em Fukushima (nordeste do Japão) sem a presença do público, lançando o revezamento dos Jogos de Tóquio 2020, que foram adiados para este verão (no hemisfério norte) devido à pandemia de covid-19.

A tocha metálica de ouro rosa, que tem o formato de uma flor de cerejeira no topo, foi acesa no simbólico complexo esportivo J-Village, que serviu de base para operações de socorro em tragédias após o desastre nuclear de 2011 que se seguiu ao terremoto e tsunami.

Falando na cerimônia de lançamento, chefe do Comitê de Tóquio-2020, Seiko Hashimoto, disse que esperava que a chama olímpica servisse como "um raio de luz no fim da escuridão". "Esta pequena chama nunca perdeu a esperança e esperou por este dia como um botão de flor de cerejeira prestes a desabrochar", acrescentou.

O revezamento no território japonês, assim como as próprias Olimpíadas, será muito diferente das edições anteriores, com os espectadores proibidos de torcer e afastados do lançamento e do primeiro trecho devido às preocupações com o coronavírus.

Os fãs poderão acompanhar ao longo das pistas e aplaudir enquanto a chama atravessa o país, carregada por 10.000 corredores e passando por todas as 47 prefeituras antes de chegar ao Estádio Nacional de Tóquio para a cerimônia de abertura no dia 23 de julho.

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Mas partes do revezamento podem ser suspensas se muitos espectadores se reunirem em um só lugar, e as máscaras são obrigatórias para os espectadores.

Os organizadores fizeram os preparativos finais para o revezamento no ano passado, quando o coronavírus levou à decisão histórica de adiar os Jogos, quando o esporte em todo o mundo foi interrompido.

Um ano depois, a pandemia ainda assusta, apesar das campanhas de vacinação em andamento, e os organizadores lutam contra o ceticismo público no Japão sobre a realização das Olimpíadas.

Com os espectadores que vivem em países estrangeiros impedidos de participar dos Jogos e as prováveis limitações que deverão ser impostas aos torcedores domésticos, o revezamento é visto como uma oportunidade vital para gerar entusiasmo. "O revezamento da tocha tem o objetivo de comunicar que os Jogos Olímpicos acontecerão", disse o CEO da Tokyo 2020, Toshiro Muto, a repórteres esta semana.

"Isso faz as pessoas sentirem que os Jogos estão prestes a começar - essa é a natureza do revezamento da tocha."

Jogos Olímpicos da Recuperação

O lançamento do revezamento colocará os holofotes de volta na região que foi afetada pelo terremoto, tsunami e desastre nuclear de 2011.

Os Jogos foram inicialmente anunciados como as "Olimpíadas da Recuperação", mostrando a reconstrução na região nordeste de Tohoku que foi devastada pelo terremoto, tsunami e a tragédia nuclear há uma década.

A pandemia ofuscou essa mensagem, mas os carregadores da tocha de Fukushima esperam que o revezamento ainda traga uma luz positiva à área.

"De longe, Fukushima pode parecer um lugar onde o tempo parou", disse à AFP Hanae Nojiri, repórter de TV que será um dos portadores da tocha.

"Mas quando as pessoas virem os espectadores acompanhando nas estradas e a paixão dos corredores, acho que vão atualizar sua imagem em relação ao lugar". O revezamento passará por algumas cidades que permanecem apenas parcialmente abertas ao público, pois a descontaminação continua em áreas afetadas pela radiação.

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