LUTO

A ligação de Marco Maciel com o Santa Cruz vinha de berço

Seu pai, José do Rego Maciel, foi sócio, dirigente, presidente e benfeitor do Santa Cruz, pois viabilizou como prefeito do Recife, a construção do Colosso do Arruda, o que levou a torcida e seus associados a dar ao estádio o seu nome, José do Rego Maciel.

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 12/06/2021 às 16:33
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ARQUIVO PESSOAL/JOÃO CAIXERO
TRICOLOR DE CORPO E ALMA Marco Maciel, em uma das muitas homenagens que recebeu no estádio do Arruda, que leva nome de seu pai - FOTO: ARQUIVO PESSOAL/JOÃO CAIXERO
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"Em minhas viagens pelo Brasil afora, quase sempre me perguntam a ligação que eu tenho com o Santa Cruz, pois o seu estádio é Maciel como eu. Esta é uma pergunta que soa agradável não apenas para mim, mas para toda minha família de oito irmãos, pois como diz o hino tricolor: sou Santa Cruz de corpo e alma e serei sempre de coração".

Foi desta forma que o próprio Marco Maciel começou o seu artigo "Meu Tricolorismo", publicado no livroSanta Cruz de Corpo e Alma, escrito pelo ex-presidente do Santa Cruz João Caixero de Vasconcelos, obra que narra com riqueza de detalhes os 100 anos do clube, completados em 2014. Tricolor ilustre, Marco Maciel faleceu neste sábado (12).

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A ligação de Marco Maciel com o preto, branco e o vermelho vem literalmente de berço. Segundo ele mesmo revelou, o seu avô, Frederico do Rego Maciel, doou a bola para que o time, criado em 1914 por um grupo de jovens fizesse o primeiro jogo. Seu Tio Zacarias foi atacante dos tempos amadores do clube.

Já seu pai, José do Rego Maciel, foi sócio, dirigente, presidente e benfeitor do Santa Cruz, pois viabilizou como prefeito do Recife, a construção do Colosso do Arruda (sonho que começou nos anos de 1940), o que levou a torcida e seus associados a dar ao estádio o seu nome, José do Rego Maciel.

"Acompanho, pois, desde berço, a vida do Mais Querido. Torço e vibro ao lado de sua torcida simples e generosa. Fiel, participante e engajada. Em futebol não se torce/sofre, vibra/acredita sozinho! É paixão coletiva! Freud que me perdoe, mas ninguém pode dizer que entende psicologia das multidões enquanto não for a um campo de futebol", disse Marco Maciel no mesmo artigo.

 

 

Como governador de Pernambuco, Marco Maciel autorizou a participação do Estado em um empréstimo, que permitiu a ampliação do Arruda. "O resultado desse esforço coletivo é o Santa Cruz de hoje, um clube com valioso patrimônio material, conhecido e respeitado como uma das grandes forças do futebol nordestino e brasileiro. O sonho da paixão tricolor é uma realidade que não desaparecerá", finalizou assim seu depoimento Marco Maciel.

Em 2016, ele recebeu do Conselho Deliberativo coral a Comenda Gran Benemérito Presidente Aristófanes de Andrade. "Marco Maciel sempre foi muito presente em tudo, em todas as ações do clube, principalmente na sustentação que deu à ampliação do estádio do Arruda", destacou João Caixero, em rápido contato neste sábado (12) com a reportagem do Jornal do Commercio e Blog do Torcedor.

 

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