GINÁSTICA ARTÍSTICA

Após sofrer racismo, Ângelo Assumpção é acusado de homofobia por ex-colega

Ginasta Gabriel Alves, do Pinheiros, relatou casos de homofobia que sofreu durante treinos com Assumpção

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 25/07/2021 às 14:35
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A goleira recifense Bárbara sofreu
Caso de racismo envolvendo Ângelo Assumpção e Arhur Nory veio à tona em 2015 - FOTO: A goleira recifense Bárbara sofreu
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Com o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, um assunto voltou à tona no cenário de Ginástica Artística brasileiro: o caso de racismo do atleta Arthur Nory contra o também ginasta Ângelo Assumpção. Após relatos de um colega de profissão, alegando homofobia por parte de Ângelo, a história acabou ganhando mais um capítulo.

Atleta do EC Pinheiros, o ginasta Gabriel Alves não saiu em defesa do racismo de Nory, mas relatou casos em que sofreu homofobia e, também, racismo reproduzido por Ângelo. "Em 2014, ainda antes do caso do racismo, Ângelo me apelidou de “Rebeca Blackout” e de “Leona” era assim que ele me chamava, nunca pelo meu verdadeiro nome"

Ainda segundo Gabriel, após o caso de racismo de Nory vir à tona, em 2015, a amizade dele com Ângelo continuou, já que os dois levavam o "racismo" e a "homofobia" como brincadeira entre os dois.

"A amizade deles continuou por um tempo, Ângelo continuava muito amigo do Nory! Até porque, como eu disse, sempre teve essas “brincadeiras” na amizade dos dois. Mas, infelizmente, o rumo das coisas começou a mudar", contou.

O ginasta também relatou que Ângelo decaiu a partir de 2016, quando começou a faltar com seus compromissos nos treinos.

"Inventava desculpas pra faltar, saia pra baladas durante a semana e não aparecia nos treinos de manhã, era mal educado com os treinadores, e continuava com os apelidos de mal gostos comigo e com outros amigos meus", completou.

Segundo Gabriel, Ângelo Assumpção foi suspenso por 30 dias dos treinamentos com o clube e nenhum treinador, sabendo da conduta do ginasta, queria voltar a treiná-lo.

"O Ângelo só quis voltar no assunto do racismo após o clube ter desligado ele e a ginástica toda saber os B.O (problemas) dele. E foi aí que ele voltou nessa história. Porque ele sabia que clube nenhum jamais iria aceitar ele aqui no Brasil", disse Gabriel.

Ângelo desativou seu perfil no Twitter, mas antes disso, havia questionado as pessoas que prometeram ajudá-lo após o ocorrido, afirmando que não conseguiu uma equipe para treinar até hoje.

Reprodução/Twitter
Angelo Assumpção fala sobre não ser aceito em clubes - Reprodução/Twitter

Arthur Nory se pronuncia sobre caso de racismo contra Angelo Assumpção

Um dos representantes do Brasil na ginástica artística, em Tóquio, Nory acabou sendo alvo de críticas nas redes sociais pelo caso de racismo citado nesta reportagem. Em seu Twitter, o ginasta questionou a postura dos internautas. "É normal tanto xingamento, odio e desejar o mal aqui no twitter?", publicou Nory.

A cantora Valeska Popozuda respondeu o tuíte do atleta cobrando-o por um melhor discurso sobre o caso. Arthur Nory afirmou ter reconhecido o erro e pagado por ele durante sua carreira. "Eu não sou o mesmo de 5 anos atrás", completou.

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