OLIMPÍADA

Veja quem é o brasileiro que sonha em chegar ao pódio no tiro com arco da Olimpíada de Tóquio

Arqueiro já enfrentou o britânico Patrick Huston e venceu por 7 a 1. Depois, para chegar às oitavas de final, superou o holandês Sjef Van Der Berg pelo mesmo placar.

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 30/07/2021 às 17:44
Notícia
NE10
Tóquio: Marcus D’almeida está nas oitavas de final do tiro com arco - FOTO: NE10
Leitura:

ESTADÃO CONTEÚDO

Marcus Vinicius D'Almeida vai tentar nesta sexta-feira (30), a partir das 21h30 (horário de Brasília), chegar ao pódio no tiro com arco nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Ele não é favorito e enfrenta nas oitavas de final o italiano Mauro Nespoli. A competição termina na madrugada de sábado (31) e o favoritismo está com os atletas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.

Veja lista atualizada dos brasileiros que ganharam medalha nas Olimpíadas de Tóquio 2020

Horários Olimpíadas 2020: veja as partidas e disputas desta sexta (30)

Mas o brasileiro acertou a pontaria nas fases anteriores e ficou com moral para avançar ainda mais na competição. Sem ter tido um ranqueamento bom, enfrentou o britânico Patrick Huston e venceu por 7 a 1. Depois, para chegar às oitavas de final, Marcus Vinícius superou o holandês Sjef Van Der Berg pelo mesmo placar. 

HISTÓRIA

Aos 23 anos, seu interesse pelo esporte começou por acaso. Ele praticava remo, jiu-jítsu e natação, mas, como morava perto do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Tiro com Arco, em Maricá (RJ), ficou curioso sobre a modalidade e procurou se informar mais sobre ela.

Como tinha alguns amigos que já praticavam, decidiu investir no tiro com arco e não demorou a obter resultados. O principal deles foi a medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim (China), em 2014. Desde então, passou a ser visto como uma promessa do esporte.

Abraçou o esporte e não largou mais. Chegou a bancar as próprias viagens para o exterior para se aprimorar.

O pódio deu projeção internacional para o garoto, que começava a colocar em evidência uma modalidade pouco popular no Brasil. Mas a pressão em cima dele pesou e Marcus Vinicius não conseguiu manter uma regularidade e seus resultados oscilavam muito.

Só para se ter uma ideia, no Mundial de Antalya, na Turquia, em 2013, obteve uma 17ª colocação. Dois anos depois, em Copenhague, na Dinamarca, alcançou sua melhor posição, um sétimo lugar. Mais tarde ficou em 33º (Cidade do México, em 2017) e nono (na cidade holandesa de 's-Hertogenbosch, em 2019).

Pouco antes dos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, o técnico Jorge Carrasco passou a treinar com Marcus Vinicius e pediu um trabalho físico para deixá-lo mais forte a fim de aguentar o ritmo de disputa. Ganhou massa muscular, mesmo aparentemente mais magro.

O arqueiro também fez um período de treinamentos na Coreia do Sul, uma potência da modalidade, e acabou tendo de readaptar seu estilo de atirar. O trabalho, aliado à boa forma física, vem surtindo efeito e ele tem mostrado mais regularidade.

Em Tóquio, está em sua segunda Olimpíada. O sonho é pódio e ele já tem no currículo a experiência de ter disputado os Jogos do Rio: ficou em 33º e em nono por equipes. Em Tóquio, já igualou o resultado de Ane Marcelle do Rio-2016, quando ela chegou às oitavas.

Comentários

Últimas notícias