COLUNA

''Tratoraço'' e Codevasf influenciaram traição a Maia na eleição da Câmara dos Deputados

o governo Jair Bolsonaro expandiu e turbinou a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal loteada pelo Centrão

ALBERTO BOMBIG
ALBERTO BOMBIG
Publicado em 11/05/2021 às 7:00
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Arthur Lira durante a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2021 - FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
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A série de reportagens do Estadão revelando o "tratoraço" (orçamento secreto) do governo federal e o inchaço da Codevasf ajuda a explicar o ocaso de Rodrigo Maia na presidência da Câmara, as traições nas eleições da Casa e a "diáspora" no DEM. Simultaneamente ao lançamento da candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado por Maia, Elmar Nascimento (BA) começou a viajar com Arthur Lira (PP-AL). Aos companheiros do DEM, Elmar explicou, segundo apurou a 'Coluna', que "tinha a Codevasf" e a perderia se permanecesse com Baleia.

Faca nas costas

Elmar, ligado ao ex-prefeito e presidente do DEM, ACM Neto, foi um elemento fundamental na traição imposta a Maia, que apoiava Baleia.

Para lembrar

Como mostrou o Estadão, o governo Jair Bolsonaro expandiu e turbinou a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal loteada pelo Centrão.

Ainda no comando da Câmara, Rodrigo Maia lutou para que Elmar fosse o presidente da Comissão Mista de Orçamento. Arthur Lira defendia Flávia Arruda.

Hum... Aí tem

Ivan Valente (PSOL-SP) já havia solicitado informações via LAI acerca da tramitação do Orçamento-2021. Na resposta, chamou atenção da equipe do deputado a afirmação de que "não seria possível verificar o pleno atendimento às exigências previstas".

"Diante da exiguidade de tempo para exame dos anexos correspondentes, não é possível verificar sobre o seu pleno atendimento às exigências previstas no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021, tampouco da Lei Complementar nº 101, de 2000", diz o parecer jurídico da Economia.

Sem holofotes

O senador Omar Aziz (PSD-AM) não concorda com a avaliação de colegas dele de que, na presidência da CPI da Covid, pegou gosto pelos holofotes.

"Longe de mim estar atrás de holofotes. Perdi um irmão há 60 dias por covid, estou atrás de duas doses de vacina para cada brasileiro, sem vingança ou politização", afirma Omar Aziz.

Tempo de traições

O atual presidente da OAB-SP, Caio Augusto, descumpriu o acordo com seu vice, Ricardo Toledo, e se lançou à reeleição. A tesoureira Raquel Preto se desgarrou de ambos e prepara um manifesto de 20 conselheiros rompendo com a atual gestão.

 Em outra frente, o Movimento 133 preparava a candidatura de Leonardo Sica quando a candidata a vice, Patrícia Vanzolini, anunciou a pré-candidatura. O anúncio surpreendeu o grupo, que tem apoio do ex-presidente da seção Marcos da Costa.

Mapa

A deputada estadual Marina Helou (Rede-SP) faz um apelo ao governador João Doria para que "grupos pertencentes aos territórios vulneráveis" sejam priorizados na vacinação. Com base em estudos, ela dá exemplos da zona leste da capital do Estado. 

"Precisamos focar na imunização em áreas onde a contaminação e, por consequência, a taxa de mortalidade são mais altas. Proponho a distribuição estratégica das vacinas! Defendo que priorizemos determinadas áreas onde há sobremortalidade pela covid-19", diz a deputada. (COLABOROU PAULA BONELLI)

PRONTO, FALEI!

João Amoêdo, ex-presidente do Partido Novo

"Desconfio que a próxima grande ideia será a produção de vacinas. Vamos aguardar", sobre sugestão de Bia Kicis (PSL-DF) de ampliar a testagem no País.

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