COVID-19

''Apagão'' de vacinas já preocupa secretários de Saúde

No dia em que o ex-Secom forneceu aos senadores documento indicando que Jair Bolsonaro negligenciou as negociações com a Pfizer, o País deu mais um passo rumo a um abismo perigoso

ALBERTO BOMBIG
ALBERTO BOMBIG
Publicado em 13/05/2021 às 7:00
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EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
DEPOIMENTO Wajngarten negou trecho de entrevista à Veja, mas foi desmentido por áudio publicado pela revista - FOTO: EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
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Não poderia ter sido pior o timing do depoimento de Fábio Wajngarten à CPI da Covid: no dia em que o ex-Secom forneceu aos senadores documento indicando que Jair Bolsonaro negligenciou as negociações com a Pfizer, o País deu mais um passo rumo a um abismo perigoso, o do apagão de vacinas por causa da escassez de insumos.

Segundo secretários municipais e estaduais de Saúde ouvidos pela Coluna, cresce o temor de uma combinação nefasta: faltar imunizantes quando a curva de contaminação de brasileiros dá sinais de que pode voltar a subir.

Por linhas tortas

A sala de comando da CPI não tem mais dúvidas: todos os caminhos percorridos até aqui levam a Eduardo Pazuello.

Ou seja, pode não ter sido uma boa Pazuello ter empurrado seu depoimento para depois do ex-Secom e do presidente da Anvisa, Barra Torres. E hoje ainda tem na CPI o representante da Pfizer...

Nem a pau

Por isso, ganhou ainda mais força no governo a turma defensora da ideia de que Pazuello precisa ser mantido longe da CPI, a qualquer custo.

Xá comigo 

Não foi apenas para "lacrar", defender seu amigão e tumultuar a sessão a aparição de Flávio Bolsonaro na CPI chamando Renan Calheiros de "vagabundo". O clã Bolsonaro está insatisfeito com o estilo "low profile" e "old school" da turma governista, liderada por Ciro Nogueira (PP-PI).

Porém, essa turma governista das antigas tem alertado reiteradamente o Planalto: atacar e ofender Renan não costuma ser uma boa ideia...

Aff

Marcelo Queiroga e sua equipe no Ministério da Saúde, em discursos públicos, têm se referido à vacina Coronavac pelo seu nome menos conhecido, Sinovac. Para evitar dar palco e projetar o adversário político de Bolsonaro: Doria.

Inflação?

Lembrou bem Marcelo Freixo (PSOL-RJ): "O quilo da picanha do churrasco do Bolsonaro é mais caro do que o salário mínimo do trabalhador".

Bingo

A mais recente pesquisa Datafolha confirma o que a Coluna já mostrou: um segundo turno sem Bolsonaro em 2022 passou a fazer parte do cálculo de estrategistas e políticos.

Filho e pai

Alexandre Leite, deputado estadual e filho do vereador Milton Leite, assume o comando do DEM-SP com a saída de Rodrigo Garcia para o PSDB.

Apesar de estar "perdendo" um quadro importante, Milton Leite banca a ida de Garcia para o PSDB. Motivo? O presidente da Câmara Municipal caminha no mesmo rumo de Doria e de Bruno Covas.

Agora vai?

O governo paulista dá hoje (13) o "start" para a retomada do Rodoanel Norte, dentro das novas concessões do Estado: a audiência pública será realizada, de forma virtual, no próximo dia 28.

Gigante estatal

O advogado e ex-ministro João Santana lança hoje, 13, em live (19h) no Instagram da Livraria da Vila, o livro O Estado a que Chegamos, em que trata da gestão pública e faz uma síntese do surgimento do nosso gigantismo estatal do Brasil. Santana auxiliou Dilson Funaro na Fazenda e foi ministro de FHC. (COLABORARAM PAULA BONELLI E PEDRO VENCESLAU)

PRONTO, FALEI!

Marcelo Adnet - Humorista

"Me informam que fui citado na CPI da Covid. É um orgulho nunca ter estado ao lado desse projeto de desgoverno que sempre ajudei a denunciar e combater."

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