COLUNA DO ESTADÃO

PSB do Nordeste pressiona para que divisão no Rio não contamine acordo com o PT

A recusa de Alessandro Molon (PSB) em abrir mão da pré-candidatura ao Senado no Rio, como deseja André Ceciliano (PT), provocou uma divisão entre a direção nacional do PSB e líderes do partido no Nordeste

Mariana Carneiro
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Mariana Carneiro
Publicado em 06/07/2022 às 6:34
RICARDO STUCKERT
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o ex-presidente Lula e o pré-candidato a governador de Pernambuco Danilo Cabral - FOTO: RICARDO STUCKERT
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A recusa de Alessandro Molon (PSB) em abrir mão da pré-candidatura ao Senado no Rio, como deseja André Ceciliano (PT), provocou uma divisão entre a direção nacional do PSB e líderes do partido no Nordeste.

O prefeito do Recife, João Campos, o pré-candidato ao governo de Pernambuco, Danilo Cabral, e o ex-governador do Maranhão Flávio Dino pressionam o presidente da legenda, Carlos Siqueira, a declarar apoio do PSB ao petista.

Temem que o impasse estimule o PT a reavaliar a aliança com candidatos do PSB em Estados-chave, como Pernambuco, onde Cabral enfrenta Marília Arraes - a ex-petista lidera as pesquisas e ainda tem a preferência de parte dos antigos correligionários.

LOCAL

No Maranhão, Weverton Rocha (PDT) diz que apoia Lula nacionalmente e tem força para bater o candidato do PSB, Carlos Brandão. O PT no Estado é dividido entre os dois, mas apoia formalmente Brandão.

FÔLEGO

No PT, a desistência de Molon é vista como uma exigência exclusiva do diretório do Rio. Integrantes do partido de São Paulo e de Minas dizem acreditar ainda que, com a saída prevista de Márcio França (PSB) da eleição paulista, a candidatura de Molon ganhe até sobrevida.

CASAMENTO

Diante do discurso do PSB por mais espaço, petistas enumeram concessões ao sócio: além da vice-presidência, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Rio - estes últimos considerados, ao menos até agora - em negociação. No Rio Grande do Sul, a divisão entre as candidaturas de Edegar Pretto (PT) e Beto Albuquerque (PSB) parece mesmo irremediável.

RETORNO

Longe dos holofotes, o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) voltou a participar ativamente das articulações nos últimos dias. Ele foi um dos responsáveis por barrar a CPI do MEC no Senado. Após o anúncio de que o colegiado deve ficar para depois da eleição, ele circulou sorridente ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em clima de vitória.

CONTRA

Na reunião de líderes que decidiu pelo adiamento da CPI, Alcolumbre disse que a comissão seria "eleitoreira e midiática" e que a posição da maioria (contrária à comissão) deveria prevalecer.

VAPT-VUPT

Além da CPI, Alcolumbre atua para aprovar a PEC que permite a indicação de parlamentares ao cargo de embaixador. A previsão é o texto ser votado na CCJ ainda nesta quarta e ser aprovado pelo Senado antes do recesso.

BOLA DE CRISTAL

Horas antes da votação que derrubou os vetos de Jair Bolsonaro às leis Aldir Blanc 2 e Paulo Gustavo, Rodrigo Pacheco já havia antecipado a artistas que os benefícios seriam mantidos.

PORTEIRA

Ao costurar o acordo para esta votação, o presidente do Senado argumentou com auxiliares de Bolsonaro que não fazia sentido pedir constrição após o governo liberar uma PEC de quase R$ 42 bi para atender, entre outros, taxistas e caminhoneiros.

COM JULIA LINDNER E GUSTAVO CÔRTES

PRONTO, FALEI!

Heloisa Helena, Porta-voz da Rede

"Apoiamos as candidaturas de Freixo ao governo e Molon ao Senado. E ponto final. Não vamos aprofundar cizânias numa guerra que não leva a nada."

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