ISOLAMENTO

Coronavírus deixa 4,5 bilhões de pessoas confinadas no mundo

Número representa que em torno de seis a cada dez pessoas da população mundial está em confinamento

AFP
AFP
Publicado em 17/04/2020 às 14:35
Notícia
FADEL SENNA / AFP
A maioria das pessoas - pelo menos 2,93 bilhões de habitantes de 66 países e territórios - está em confinamento obrigatório. - FOTO: FADEL SENNA / AFP
Leitura:

Pelo menos 4,5 bilhões de pessoas em 110 países, ou territórios, do mundo estão obrigadas ou seguem sob a recomendação de ficarem confinadas em casa para combater a COVID-19 - aponta um balanço feito nesta sexta-feira (17) a partir de uma base de dados da AFP.

Este número representa em torno de seis a cada dez pessoas da população mundial, estimada pela ONU em 7,79 bilhões em 2020.

A província chinesa de Hubei e sua capital, Wuhan, origem da epidemia, foram as primeiras a entrarem em confinamento, no final de janeiro.

E, enquanto esses territórios vão recuperando sua vida normal gradualmente após dois meses e meio de isolamento, as mesmas medidas de confinamento aplicadas por eles se estenderam pelo mundo nas últimas semanas, de forma progressiva.

Mais de 500 milhões de pessoas foram afetadas por este tipo de restrição em 18 de março; mais de 1 bilhão, no dia 23; mais de 2 bilhões, um dia depois; e mais de 3 bilhões, em 25 de março.

Nesta sexta-feira, são pelo menos 4,5 bilhões de pessoas que devem permanecer em suas casas. A maioria - pelo menos 2,93 bilhões de habitantes de 66 países e territórios - são obrigadas a fazê-lo.

Nenhuma região do mundo escapa desta medida: Europa (Reino Unido, França, Itália, Espanha, entre outros), Ásia (Índia, Nepal, Sri Lanka, etc.), Oriente Médio (Iraque, Jordânia, Líbano, Israel, etc.), África (África do Sul, Marrocos, Madagascar, Ruanda, entre outros), Américas (Colômbia, Argentina, Peru, grande parte dos Estados Unidos, etc.) e Oceania (Nova Zelândia).

Malauí e o Estado de Cartum, no Sudão, vão se juntar a estes países, ou regiões, a partir de sábado.

Na maioria dos casos, ainda é possível sair de casa para trabalhar, comprar produtos de primeira necessidade, ou receber atenção médica.

Outros territórios (pelo menos 15, nos quais vivem 1,3 bilhão de habitantes) pediram a sua população para ficar em casa, mas sem tomar medidas coercitivas. É o caso do México, de grande parte do Brasil, Japão, Irã, Alemanha, Suíça, Canadá e Uganda.

Ao menos outros 25 países e territórios (onde residem cerca de 500 milhões de habitantes) aderiram a toques de recolher e proibiram deslocamentos na última hora da tarde e durante a noite.

A medida foi amplamente adotada na África (Egito, Quênia, Costa do Marfim, Burkina Faso, Mali, Senegal, Serra Leoa, Mauritânia, Gabão) e na América Latina (Chile, Guatemala, Equador, República Dominicana, Panamá, Porto Rico).

Em outras partes do mundo, como Tailândia, Sérvia, ou Kuwait, também foram aplicados toques de recolher.

Por último, ao menos quatro países colocaram em quarentena suas principais cidades, proibindo a entrada e a saída. É o caso de Kinshasa (República Democrática do Congo), Almaty e Nursultan (Cazaquistão), ou Baku (Azerbaijão).

Assim como em Wuhan, epicentro da epidemia que suspendeu as medidas de confinamento em 8 de abril (exceto em alguns bairros), alguns territórios começam a se preparar para suspender o confinamento, especialmente na Europa.

A República Tcheca prevê uma suspensão progressiva da medida a partir de segunda-feira; a Suíça, a partir de 27 de abril; Itália, a partir de 4 de maio; e França, em 11 do mesmo mês.

Assine a nova newsletter do JC e fique bem informado sobre o coronavírus

Todos os dias, de domingo a domingo, sempre às 20h, o Jornal do Commercio divulga uma nova newsletter diretamente para o seu email sobre os assuntos mais atualizados do coronavírus em Pernambuco, no Brasil e no mundo. E como faço para receber? É simples. Os interessados podem assinar esta e outras newsletters através do link jc.com.br/newsletter ou no box localizado no final das matérias.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada

 

Comentários

Últimas notícias