mundo animal

Vídeo mostra vespa assassina matando rato em menos de um minuto; assista

Ferocidade do inseto assusta: matou o roedor três vezes maior que ele e saiu da luta sem nenhum arranhão

Do Jornal Correio para a Rede Nordeste
Do Jornal Correio para a Rede Nordeste
Publicado em 09/05/2020 às 20:22
Notícia
Reprodução
Vespa e rato - FOTO: Reprodução
Leitura:

A vespa assassina que pode atingir até 5cm tem gerado medo nos Estados Unidos após a espécie chegar por lá. E o espanto é justificado por um vídeo que mostra o inseto matando um rato sem dificuldades.

A ferocidade do bicho assusta. Aparentemente não havia nenhuma razão para a vespa matar o ratinho, que era três vezes maior que ela. Além disso, o inseto deixou o combate voando, sem nenhum arranhão, enquanto o roedor agonizava no chão.

 >>Cães labradores são treinados para detectar o coronavírus através do faro

>>Da sua janela, cientista social registra pássaros durante quarentena, no Recife; veja imagens

>>Cachorro testa positivo para o novo coronavírus nos Estados Unidos

Perigo para humanos

espécie é considerada a maior vespa do mundo. Segundo comunicado da Universidade Estadual de Washington (WSU, na sigla em inglês), foram quatro registros do inseto gigante asiático, que já causa cerca de 50 mortes por ano no Japão e dizimou abelhas, em dezembro de 2019, no estado de Washington.

Para efeito de comparação, em média 5 pessoas morrem em todo mundo por ataques de tubarão por ano. Já a vespa assassina mata 50 apenas no Japão.

"Ela é inconfundível", disse Susan Cobey, criadora de abelhas do Departamento de Entomologia da universidade: "Parecem um monstro de desenho animado esse enorme rosto amarelo-laranja".

"É uma vespa chocantemente grande", acrescentou Todd Murray, entomologista da WSU e especialista em espécies invasoras: "É um risco para a saúde e, mais importante, um predador significativo de abelhas".

Ainda de acordo com o comunicado, Cobey, Murray e outros cientistas da universidade mostram preocupação e dizem estar esperando um o aumento de registros na primavera do hemisfério norte, pois a vespa começa a se tornar ativa em abril. Eles trabalham com o Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA, na sigla em inglês), apicultores e cidadãos para encontrá-la, estudá-la e ajudar a deter sua proliferação.

"Se encontrá-las, corra e nos chame! É realmente importante para nós saber de todas as vezes que forem observadas, se quisermos ter esperança de erradicação", disse o entomologista Chris Looney, do WSDA.

Não se sabe como ou onde a vespa chegou pela primeira vez na América do Norte. Os insetos são frequentemente transportados em carga internacional e, às vezes, deliberadamente. Em casa, nas florestas e montanhas baixas do leste e sudeste da Ásia, eles se alimentam de grandes insetos, incluindo outras vespas e abelhas nativas. No Japão, eles dizimam a abelha europeia, que não tem defesa efetiva.

O ciclo de vida das vespas gigantes asiáticas, explicam os cientistas, começa em abril, quando as rainhas saem da hibernação, alimentam-se de seiva e frutas das plantas e procuram uma local subterrâneo para construir seus ninhos. Uma vez estabelecidas, as colônias crescem e enviam vespas operárias para encontrar comida e presas.

Os insetos são mais destrutivos no fim do verão e no início do outono, quando estão em busca de fontes de proteína para criar as rainhas do próximo ano. Eles ataca colmeias de abelhas, matando as adultas e devorando as larvas e pupas.

A espécie também significa um risco para os humanos pois suas picadas são extremamente dolorosas e contam com uma potente neurotoxina. Com isso, caso alguém seja ataccado por um enxame pode morrer, mesmo que não seja alérgico.

"Precisamos ensinar as pessoas a reconhecer e identificar essa vespa enquanto as populações são pequenas, para que possamos erradicá-la enquanto ainda temos uma chance", alertou o entomolista Murray.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Comentários

Últimas notícias