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Da sua janela, cientista social registra pássaros durante quarentena, no Recife; veja imagens

Observador de aves e amante da fotografia, Roberto Harrop tem unido suas paixões para se distrair também durante o isolamento social

Manuela Figuerêdo
Manuela Figuerêdo
Publicado em 04/05/2020 às 10:03
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Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - FOTO: Roberto Harrop
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Divulgação
SELO PATROCINADO UNINASSAU - Divulgação

 

Acostumado a fotografar pássaros em sua casa no bairro de Aldeia, em Camaragibe, o cientista social Roberto Harrop tem mudado seu hobby durante a pandemia do coronavírus, mas sem deixar de registrar a vida daqueles que voam. Agora, o fotógrafo de aves faz seus registros a partir das janelas do seu apartamento no Espinheiro, Zona Norte do Recife, onde tem cumprido o isolamento social. Ele recusa o título de ornitólogo por não ser biólogo, mas sua paixão por aves o transformou em um observador assíduo - o que não precisa de diploma.

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 Como tem passado o dia todo em casa, Roberto tem “inventado o que fazer” para atrair os pássaros até suas jardineiras. Sua tática é colocar pedaços de frutos para que os pássaros se aproximem e se alimentem e, assim, ele possa fotografá-los. Ele gosta de captar com muita proximidade para registrar animais até quando eles brigam entre si. Os que mais costumam visitar sua janela são o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) e o sanhaço-do-coqueiro (Tangara palmarum), pássaros considerados urbanos.

Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Sanhaço-do-coqueiro - Roberto Harrop

Além desses, outras espécies como saíra-amarela (Tangara cayana), cambacica (Coereba flaveola), sabiá-branca (Turdus leucomelas), sabiá-laranjeira (Turdus leucomelas), periquito-de-encontro-amarelo, grigrilim (Brotogeris chiriri), bico-de-lacre (Estrilda astrild) e rolinha-roxa (Columbina talpacoti) tem feito companhia ao observador. Sua ave favorita, o pintor-verdadeiro, entretanto, ele não tem tido mais contato durante a quarentena, já que o animal sobrevoa regiões mais periféricas da cidade, como Aldeia, onde registrava sua aparição. 

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Sua história com os pássaros começa na infância e chega até aos seus 76 anos. “Como toda criança nordestina, tive convivência com passarinhos. Na minha época, era comum se matar aves com badoque. Mas, quando a gente vai crescendo e revendo nossas ações, vemos o quanto nós éramos cruéis com esses animais. Hoje eu os defendo através do meu envolvimento com fotografia, do meu livro e a da divulgação desse material na internet ou na imprensa”, conta. Para ele, essa dedicação é uma maneira de redimir a maldade da criança que já foi.

Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop
Roberto Harrop
Bem-te-vi - Roberto Harrop

Paralelamente, adquiriu amor pela fotografia, mas essas histórias se entrelaçam. Há mais de 20 anos se interessa pelos pássaros e sua primeira câmera foi adquirida em 1997, quando começou a procurar lentes de aproximação, para captar esses animais. Desde então, ele foi se dedicando ao hobby e em 2017, lançou seu livro-fotográfico ‘Aves de Aldeia’, a partir dos registros feitos em sua casa, que costumava frequentar nos finais de semana.

 

Divulgação
Roberto Harrop - Divulgação

Roberto conta, ainda, que sua fotografia vai além de Pernambuco. “Já consegui registrar pássaros diferentes em uma viagem ao pantanal do Mato Grosso”, relembra. Ele acredita que após todos esses encontros com essa fauna, já fotografou mais de 200 espécies, que inclusive, também estão registradas em sua conta no flicker, seu acervo virtual com mais de 1800 fotos.

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