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Estudo aponta que medidas de higiene reduzem também gravidade dos sintomas do coronavírus

O estudo foi realizado com 508 militares na Suíça

JC
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Publicado em 22/07/2020 às 10:40 | Atualizado em 22/07/2020 às 11:05
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Segundo o estudo, medidas como higienizar as mãos é necessária para reduzir também a gravidade dos sintomas - FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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com informações do jornal Estado de S. Paulo

Um estudo com 508 soldados com idades entre 18 e 28 anos realizado pela Universidade de Zurique, na Suíça, apontou que medidas como distanciamento social, uso de máscaras, lavagem correta e frequente das mãos reduzem também a gravidade dos sintomas do novo coronavírus, além de reduzir a quantidade de pessoas infectadas. De acordo com a pesquisa, adotar medidas de prevenção reduz a carga viral no ambiente e altera a rota de transmissão de infecção de uma transmissão direta, que ocorre de pessoa para pessoa, para uma transmissão indireta, que ocorre por meio de superfícies contaminadas.

No estudo, os 508 militares estavam divididos em três grupos. O militares da companhia 1 ficaram isolados a uma distância de três quilômetros e adotaram medidas de prevenção, enquanto que os das companhias 2 e 3 dividiram as mesmas barracas e tiveram contato em áreas comuns e cozinha.

O primeiro caso surgiu na companhia 3, e logo a covid-19 se disseminou na duas companhias. Dos 354, 30% apresentaram sintomas. Já os militares da companhia 1 não apresentaram sintomas da doença. No entanto, o vírus foi detectado por meio de material sorológico.

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"Essa descoberta sugere que a redução da carga viral pode não apenas levar a uma probabilidade reduzida de infecção, mas também pode causar uma infecção assintomática, além de poder induzir a uma resposta imunológica em uma parte dos infectados", comentaram os pesquisadores.

Apesar do resultado, os cientistas alertaram que o estudo foi realizado com jovens saudáveis que não apresentavam comorbidades. Por isso, o resultado não deve se estender para grupos de risco, como as pessoas idosas.

Vacinas em desenvolvimento

Atualmente, há cerca de 200 projetos de vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento. Desse total, 23 estão na fase clínica, ou seja, as vacinas estão sendo testadas em humanos. Uma das vacinas mais promissoras é a que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. Na última segunda-feira (20), os cientistas informaram que a vacina é segura e produziu resposta imune em ensaios clínicos iniciais em voluntários saudáveis.

O imunizante, chamado de AZD1222, não provocou efeitos colaterais graves e desenvolveu respostas imunes a anticorpos e células T, segundo estudo publicado na revista médica The Lancet. Os resultados referem-se às fases 1 e 2 de testes. A terceira etapa está sendo testada em 50 mil pessoas, incluindo 5 mil brasileiros.

Uma outra vacina promissora é a que está sendo desenvolvida pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech e a farmacêutica norte-americana Pfizer. Na segunda-feira, os pesquisadores informaram que ela também é segura e induziu resposta imunológica aos pacientes que estão participando do estudo.

Nesta quarta-feira (22), os Estados Unidos fecharam um acordo com as duas empresas para comprar, ainda em 2020, 100 milhões de doses da vacina. Comunicado emitido pelas farmacêuticas afirma que o governo americano fez um pedido inicial de 100 milhões de doses e vai desembolsar um total de US$ 1,95 bilhão por elas, após a aprovação da profilaxia pela Agência de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês). O acordo firmado ainda prevê entrega de até 600 milhões de doses aos EUA ao longo do ano seguinte.

Pfizer e BioNTech planejam produzir 100 milhões de doses - ou seja, o valor já contratado pelos EUA - até o final de 2020 e "potencialmente" mais de 1,3 bilhão de doses até o final de 2021, o que deve ser entregue ao restante do mundo.

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O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada

 

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