Comunicado

Pfizer nega que todas as vacinas contra o coronavírus tenham sido compradas pelos EUA

Farmacêutica garantiu que produzirá, até 2021, 1,3 bilhão de doses que serão disponibilizadas para todos os países do mundo

Felipe Amorim Estadão Conteúdo
Felipe Amorim
Estadão Conteúdo
Publicado em 23/07/2020 às 19:13
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DOUGLAS MAGNO/AFP
Corrida pela vacina contra a covid-19 tem provocado tensão entre os países de todo o mundo - FOTO: DOUGLAS MAGNO/AFP
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Um dia após os Estados Unidos afirmarem que haviam comprado todas as vacinas contra o coronavírus das farmacêuticas BioNTech e Pfizer, esta última empresa enviou um comunicado à imprensa, nesta quinta-feira (23), desmentindo a notícia.

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Segundo nota da Pfizer, "o governo norte-americano não comprou todas as doses que serão produzidas em 2020". Logo a seguir, a farmacêutica explica que a sua produção da vacina até o fim de 2021 está estimada em 1,3 bilhão de doses e que "a companhia está em contato com os governos de todo o mundo, incluindo o Brasil, para disponibilizar sua futura vacina à população", diz um trecho do comunicado.

>> EUA fecham compra de todas vacinas contra novo coronavírus da Pfizer e BioNTech em 2020

Na segunda-feira (20), Pfizer e BioNTech anunciaram resultados positivos nos estudos da vacina experimental que desenvolvem juntas. De acordo com as farmacêuticas, foram verificadas respostas imunes "fortes", e em velocidade anterior ao prazo estimado, das chamadas células T, consideradas fundamentais para protegerem um organismo do novo coronavírus. A pesquisa, que ainda precisa ser avaliada por pares para posterior publicação em revista científica, não registrou efeitos colaterais graves em indivíduos que receberam a vacina.

Veja o comunicado da Pfizer

"Em relação ao acordo entre Pfizer, BioNTech e o Governo NorteAmericano para a futura disponibilização da vacina contra a covid-19 em todo mundo, a Pfizer esclarece: 

O governo norte-americano não comprou todas as doses que serão produzidas em 2020.

O acordo estabelecido prevê uma compra inicial de 100 milhões de doses, seguida por uma compra de 500 milhões de unidades, com entregas a serem realizadas ao longo de 2020/2021. 

A Pfizer estima ter uma produção de 1.3 bilhão de doses entre 2020 e 2021.

A companhia está em contato com os governos de todo o mundo, incluindo o Brasil, para disponibilizar sua futura vacina à população.

Julho de 2020
Pfizer Brasil"

Estados Unidos garantem que compraram todas as vacinas da Pfizer e BioNTech em 2020 

Na quarta-feira (22), o governo norte-americano havia divulgado um acordo para comprar, ainda em 2020, todas as 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19 que seriam produzidas até o fim do ano. É bom lembrar que elas estão em fase final de testes e, hoje, não há medicamento 100% eficaz para combater o novo coronavírus.

A informação inicial era que os Estados Unidos, após acordo com Pfizer e BioNTech, desembolsaria um total de US$ 1,95 bilhão para comprar todas as 100 milhões de doses - o máximo que as farmacêuticas poderiam produzir até dezembro de 2020 -, após a aprovação da profilaxia pela Agência de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês). O acordo firmado ainda previa entrega de até 600 milhões de doses aos EUA ao longo do ano seguinte.

"Estamos comprometidos em tornar o impossível possível, trabalhando incansavelmente para desenvolver e produzir em tempo recorde uma vacina segura e eficaz para ajudar a pôr fim à crise global de saúde", disse o Dr. Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer. "Estamos satisfeitos por termos assinado este importante acordo com o governo dos EUA para fornecer as 100 milhões de doses iniciais após a aprovação pelo FDA", completou o CEO da BioNTech, Ugur Sahin.


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