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Estados Unidos amplia sanções contra o grupo chinês Huawei

O governo dos Estados Unidos afirma que a Huawei representa um risco para a segurança nacional por seus vínculos com Pequim, uma acusação que a empresa nega

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Publicado em 17/08/2020 às 12:06
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Foto: Nicolas Asfouri/AFP
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O governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira que vai ampliar as sanções contra o grupo chinês Huawei para bloquear o acesso da empresa a chips e outras tecnologias.

O Departamento do Comércio adicionou 38 filiais da Huawei em todo o mundo à 'lista de entidades', alegando que a empresa utilizava subsidiárias internacionais para evitar as sanções que impedem a exportação de tecnologia americana.

"Estas ações, efetivas de maneira imediata, vão bloquear as tentativas da Huawei de evitar o controle das exportações americanas", afirmou o Departamento de Comércio em um comunicado.

O secretário do Comércio, Wilbur Ross, afirmou que a Huawei e suas filiais "trabalharam por meio de terceiros para aproveitar a tecnologia dos Estados Unidos de uma maneira que prejudica a segurança nacional dos Estados Unidos e os interesses da política externa".

O governo dos Estados Unidos afirma que a Huawei representa um risco para a segurança nacional por seus vínculos com Pequim, uma acusação que a empresa nega.

As sanções mais rigorosas acontecem em um momento de grande tensão entre Estados Unidos e China devido às acusações de Washington de que as empresas chinesas são utilizadas para espionagem.

Trump quer proibir o popular aplicativo TikTok caso este não se separe da matriz chinesa, a empresa ByteDance.

Em declarações à Fox News nesta segunda-feira, Trump afirmou que a Huawei "espiona nosso país; isso é algo muito complexo, microchips, coisas que nem conseguimos ver".

A Huawei não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.

O governo Trump baniu a Huawei da rede 5G nos Estados Unidos e pressionou seus aliados a fazerem o mesmo.

Enquanto isso, a Huawei se tornou a maior fabricante mundial de smartphones no último trimestre, em grande parte devido às vendas no mercado chinês, mesmo com Washington agindo para negar a ela acesso a grande parte do sistema Android do Google.

De sua parte, o secretário de Estado Mike Pompeo disse que os Estados Unidos "veem a Huawei pelo que ela é: um braço do Estado vigilante do Partido Comunista Chinês".

Ele acrescentou que as novas sanções foram impostas "para proteger a segurança nacional dos Estados Unidos, a privacidade de nossos cidadãos e a integridade de nossa infraestrutura 5G da influência maligna de Pequim".

As novas sanções afetam as subsidiárias da Huawei em 21 países, incluindo China, Brasil, Argentina, França, Alemanha, Singapura, Tailândia e Grã-Bretanha.

As medidas impedem que as empresas adquiram software ou tecnologia produzida nos Estados Unidos que seja usada em bens ou componentes.

"A nova regra deixa claro que qualquer uso de software americano ou equipamento de fabricação americana para produzir coisas através da Huawei é proibido e requer uma licença", disse Ross à Fox Business Network.

"Portanto, trata-se realmente de fechar as lacunas para evitar que um mau ator tenha acesso à tecnologia americana, mesmo quando tenta fazer isso de uma forma muito indireta e enganosa."


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