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Memorial do 11 de Setembro e museu homenageiam vítimas dos atentados no World Trade Center, em Nova York

Os Estados Unidos recordam neste sábado (11) os 20 anos do ataque terrorista contra o World Trade Center, que deixou cerca de 3 mil mortos

AFP Ana Maria Miranda
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Ana Maria Miranda
Publicado em 11/09/2021 às 11:56
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Estados Unidos - World Trade Center. Atentado de 11 de setembro de 2001 - 20 anos depois - FOTO: STAN HONDA / AFP
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Os Estados Unidos recordam neste sábado (11) os 20 anos do ataque terrorista contra o World Trade Center, que deixou cerca de 3 mil mortos, no dia 11 de setembro de 2001. Parte das homenagens é realizada no memorial de Manhattan, em Nova York, onde ficavam as torres gêmeas.

Além das cerimônias oficiais na data, as vítimas são homenageadas nos outros dias do ano pelo Memorial e Museu do 11 de Setembro. Os espaços exploram o impacto e o significado do atentado, honrando os mortos. A história é contada através de mídias, narrativas, artefatos, entre outros.

O Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro começou a ser construído em 2006 pela World Trade Center Memorial Foundation e pela Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, no mesmo lugar onde era o complexo World Trade Center. A inauguração do memorial aconteceu em 2011, quando os 10 anos dos atentados foram lembrados.

O memorial tem dois corpos d'água com cerca de 4 mil metros quadrados de área e tem as duas maiores cascatas artificiais dos Estados Unidos no formato das Torres Gêmeas. O intuito é simbolizar o vazio físico deixado pelas vítimas dos atentados.

O espaço de homenagens conta ainda com diversas placas de bronze, situadas no parapeito das fontes, com os nomes das vítimas gravados. Os nomes dos funcionários e visitantes da Torre Norte e dos passageiros e da tripulação do voo American Airlines 11, que colidiu com o primeiro edifício, foram gravados no perímetro da Fonte Norte. Já no perímetro da Fonte Sul, foram colocados os nomes dos funcionários e visitantes da Torre Sul, assim como os dos passageiros e tripulação do voo United Airlines 175, que a atingiu.

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Nomes das vítimas do 11 de setembro de 2001 estão gravados no Memorial, em Nova York - ANTHONY BEHAR / POOL / AFP

Há ainda outro elemento que chama a atenção no memorial: a árvore sobrevivente. A pereira foi encontrada praticamente destruída após os atentados, com raízes quebradas e galhos queimados. Após ser removida do local e passar pelos cuidados do Departamento de Parques e Recreação da Cidade de Nova York, a árvore foi devolvida ao memorial em 2010. Hoje, é considerada um lembrete vivo de resiliência, sobrevivência e renascimento.

O Museu Nacional do 11 de Setembro foi aberto para o público em maio de 2014. O espaço fica onde era a escultura The Sphere, de Fritz Koening, que após ser atingida foi transferida para o Battery Park.

O museu - subterrâneo - está a aproximadamente 21 metros abaixo do chão, e é acessado por um pavilhão. O espaço abriga mais de 10 mil peças, como objetos retirados do local dos atentados, documentos, entre outros.

Visitas

O Memorial é gratuito e aberto ao público nos sete dias da semana, das 10h às 17h. Já para visitar o museu, os valores dos ingressos variam de 15 dólares (crianças de 7 a 12 anos), cerca de R$ 78,69, a 82 dólares (pacote família para dois adultos e 3 crianças ou adolescentes), cerca de R$ 430. Para entrar no local, visitantes a partir dos 12 anos precisam estar vacinados contra a covid-19. Acesse o site.

Relembre o que aconteceu em 11 de setembro de 2001

Em 11 de setembro de 2001, em menos de duas horas, as torres do World Trade Center foram reduzidas a uma montanha de poeira e aço incandescente, o Pentágono foi destruído e quase 3.000 pessoas perderam a vida.

Os atentados foram executados por 19 terroristas do grupo Al Qaeda, que desviaram quatro aviões comerciais para jogá-los contra símbolos econômicos, militares e políticos dos Estados Unidos.

Duas aeronaves colidiram com as torres gêmeas em Nova York e uma terceira com o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, perto da capital Washington DC.

Um quarto avião possivelmente visava o Capitólio, sede do Congresso, ou a Casa Branca, mas após a intervenção de seus passageiros caiu em uma área rural de Shanksville, na Pensilvânia.

Veja a sequência de fatos daquele dia:

08h46 - O primeiro avião

O voo 11 da American Airlines, um Boeing 767 que viajava de Boston para Los Angeles com 92 pessoas a bordo - incluindo cinco jihadistas - se choca a 790 km/h contra a torre norte do World Trade Center (WTC), abrindo um enorme buraco nos andares superiores do edifício, que ficam em chamas. Uma espessa coluna de fumaça sobe dos andares superiores do arranha-céu.

09h03 - Ataque contra a segunda torre

O voo 175 da United Airlines, também um Boeing 767 que decolou de Boston com destino a Los Angeles, com 65 pessoas a bordo - entre eles cinco jihadistas -, colide contra os andares superiores da torre sul a 950 km/h e gera uma enorme explosão.

09h05 - Bush é informado

O então presidente George W. Bush começa a ler uma história para crianças em uma escola do ensino fundamental em Sarasota, Flórida, quando seu chefe de gabinete sussurra em seu ouvido: "Um segundo avião atingiu a outra torre. Os Estados Unidos estão sob ataque."

09h25 - O espaço aéreo é fechado

A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) proíbe a decolagem de qualquer aeronave em território nacional.

09h30 - O presidente fala

Na escola da Flórida, Bush anuncia que deve retornar a Washington imediatamente por causa de "um aparente ataque terrorista".

09h37 - Ataque ao Pentágono

O voo 77 da American Airlines, com 64 passageiros, que havia saído do aeroporto Washington-Dulles, na Virgínia, em direção a São Francisco, se choca contra a fachada oeste do Pentágono após ser sequestrado por cinco jihadistas.

09h42 - Pouso de aeronaves

A FAA ordena que todos os voos comerciais que sobrevoam os Estados Unidos pousem o mais rápido possível.

09h59 - A torre sul desaba

A torre sul do WTC desmorona em 10 segundos, em meio a uma chuva de fogo, aço e poeira. O impacto foi tão grande que os vestígios de DNA de centenas de vítimas jamais foram encontrados.

10h03 - Cai um avião na Pensilvânia

O voo 93 da United Airlines, que viajava de Newark a São Francisco, cai em Shanksville, Pensilvânia, com 44 pessoas a bordo, incluindo quatro jihadistas. Alguns passageiros, informados por celular do que estava acontecendo em Nova York, lutaram contra os terroristas e os impediram de colidir o avião com o Congresso, o Pentágono ou a Casa Branca, em Washington.

10h28 - A torre norte desaba

A torre norte do WTC colapsa 102 minutos após ser atacada. Uma imensa nuvem de poeira cobre todo o sul de Manhattan.

13h04 - O presidente é evacuado

George W. Bush, evacuado para a base aérea de Barksdale, na Louisiana, coloca as forças armadas em "estado de alerta máximo" e promete "perseguir e punir os covardes responsáveis" pelos atentados. O presidente é então transportado para a base aérea de Offutt, em Nebraska, antes de retornar à Casa Branca às 19h.

20h30 - Discurso presidencial

Bush se dirige aos americanos do Salão Oval da Casa Branca e denuncia "atos terroristas desprezíveis e perversos". Ele promete encontrar os responsáveis e garante que Washington "não fará distinção entre os terroristas que cometeram esses atos e aqueles que os abrigam".

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Nomes das vítimas do 11 de setembro de 2001 estão gravados no Memorial, em Nova York - FOTO:ANTHONY BEHAR / POOL / AFP
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Foi feito um minuto de silêncio no exato horário quando, há 20 anos, o primeiro avião atingiu a Torre Norte - FOTO:ANGELA WEISS / AFP
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Estados Unidos - World Trade Center. Atentado de 11 de setembro de 2001 - 20 anos depois - FOTO:AFP
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Estados Unidos - World Trade Center. Atentado de 11 de setembro de 2001 - 20 anos depois - FOTO:STAN HONDA / AFP
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Estados Unidos - World Trade Center. Atentado de 11 de setembro de 2001 - 20 anos depois - FOTO:DOUG KANTER / AFP
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País ficou em estado de choque com os atentados de 11 de setembro de 2001 - FOTO:SETH MCALLISTER / AFP
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Estados Unidos - World Trade Center. Atentado de 11 de setembro de 2001 - 20 anos depois - FOTO:DOUG KANTER / AFP
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DOR Vinte anos depois, a emoção segue intensa em um país que ficou em estado de choque com os atentados organizados pela Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001 - FOTO:KEITH MEYERS / AFP
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Estados Unidos - World Trade Center. Atentado de 11 de setembro de 2001 - 20 anos depois - FOTO:DOUG KANTER / AFP

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