CRISE

Rússia promete resposta 'forte' e 'dolorosa' às sanções anunciadas pelos Estados Unidos

"Que não haja qualquer dúvida: haverá uma resposta forte a essas sanções, não necessariamente simétricas, mas bem calculadas e dolorosas para os Estados Unidos", declarou o Ministério russo das Relações Exteriores

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AFP

Publicado em 23/02/2022 às 15:56 | Atualizado em 23/02/2022 às 17:47
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A Rússia prometeu, nesta quarta-feira (23), uma resposta "forte" e "dolorosa" às sanções anunciadas pelos Estados Unidos, depois que o presidente Vladimir Putin reconheceu a independência de duas regiões separatistas ucranianas.

"Que não haja qualquer dúvida: haverá uma resposta forte a essas sanções, não necessariamente simétricas, mas bem calculadas e dolorosas para os Estados Unidos", declarou o Ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado.

Nesta terça (22), os Estados Unidos anunciaram uma "primeira rodada" de sanções para bloquear o acesso da Rússia aos mercados financeiros ocidentais, advertindo que há medidas adicionais "sobre a mesa", no caso de uma escalada na Ucrânia.

Um funcionário de alto escalão do governo americano indicou que o conjunto do sistema financeiro russo pode ser objeto de sanções.

SOPHIE RAMIS, GAL ROMA, ENRIC BONET-TORRA, GABRIEL CAMPELO / AFP
Sanções contra a Rússia - SOPHIE RAMIS, GAL ROMA, ENRIC BONET-TORRA, GABRIEL CAMPELO / AFP

"A Rússia mostrou que, com todo o custo que as sanções implicam, é capaz de minimizar os danos que causam", rebateu a diplomacia russa, afirmando que a pressão dessas medidas punitivas "não pode influenciar a vontade da Rússia de defender firmemente seus interesses".

A Rússia denunciou uma "chantagem e intimidação" por parte dos Estados Unidos, mas afirmou que continua "aberta a uma diplomacia baseada nos princípios do respeito mútuo, da igualdade e da consideração de interesses mútuos", acrescentou o ministério.

Sanções também foram anunciadas por União Europeia, Japão, Austrália, Canadá, Alemanha e Reino Unido.

A mais contundente das medidas foi a decisão de Berlim de congelar a certificação do gasoduto Nord Stream 2. Já concluído, ele aumentaria o fluxo de energia da Rússia para a Alemanha.

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