em chamas

Na Sibéria, incêndios deixam dez mortos e cerca de 200 edifícios em chamas

As autoridades locais estabeleceram estado de emergência na região e afirmaram que 300 pessoas estão envolvidas para cessar os incêndios

AFP Raianne Romão
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Raianne Romão
Publicado em 07/05/2022 às 19:19 | Atualizado em 09/05/2022 às 12:39
Corpo de Bombeiros do local
As autoridades locais afirmaram que 300 pessoas estão envolvidas para cessar os focos de incêndios - FOTO: Corpo de Bombeiros do local
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Dez pessoas morreram em incêndios ainda ativos que destruíram centenas de residências no leste da Sibéria, informaram neste sábado autoridades daquela região asiática da Rússia.

Na região de Krasnoyarsk, cerca de 450 casas foram atingidas pelas chamas e cinco pessoas morreram, segundo os relatórios.

"O combate aos incêndios é dificultado pelas condições climáticas: os ventos fortes aceleram a propagação das chamas e impedem a sua extinção", informou o Ministério de Situações de Emergência de Krasnoyarsk. 

O fogo também deixou 17 feridos, 10 dos quais estão internados. As autoridades decretaram estado de emergência na região. Na divisão administrativa de Kemerovo, três pessoas foram encontradas mortas em uma casa incendiada, e na região de Omsk foram reportados dois mortos e oito feridos.

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Vale destacar que nos últimos anos, vários incêndios sem precedentes devastaram a Sibéria. - AFP

Após uma reunião de emergência, o governador da região, Alexander Uss, especificou em comunicado que os incêndios foram causados por ventos que em algumas regiões chegaram a 40 metros por segundo, ante os 25 m/s previstos.

Este vento fez com que "a queda de árvores e de linhas de energia" resultassem em "incêndios declarados simultaneamente em várias áreas do território de Krasnoyarsk".

O instituto meteorológico Rosguidromet ampliou a previsão de ventos fortes para 20-25 m/s neste domingo, e até 30 m/s nas montanhas. "Esses incêndios são raros em maio. Mas não choveu por muito tempo e houve, em vez disso, incêndios, com vento forte", disse à agência TASS o diretor do instituto, Roman Vilfand.

O ministro local afirmou que "a tarefa é complicada pelas condições climáticas, pois ventos fortes aceleram a propagação das chamas e impedem sua extinção".

Vale destacar que nos últimos anos, vários incêndios sem precedentes devastaram a Sibéria. Em 2021, os incêndios, especialmente no leste desta região russa, liberaram 16 milhões de toneladas de carbono.

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