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Guerra na Ucrânia: Comandante ucraniano diz que país vencerá a guerra "antes do fim do ano"

O chefe da inteligência militar da Ucrânia, afirma que o presidente da Rússia Vladimir Putin estaria "muito enfermo"

Mirella Araújo
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Mirella Araújo
Publicado em 14/05/2022 às 8:53
FADEL SENNA / AFP
Budanov disse que o exército russo "está sofrendo grandes perdas em homens e armas" - FOTO: FADEL SENNA / AFP
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Da AFP

O chefe da inteligência militar da Ucrânia, Kyrylo Bydanov, afirmou que o país deverá atingir um "ponto de inflexão" em agosto e a Rússia será derrotada "antes do fim do ano". Segundo o comandante militar, em um entrevista ao canal britânico Sky News, a vitória dos ucranianos "não será fácil, mas acontecerá", demonstrando otimismo a respeito da evolução do conflito. 

"O ponto de inflexão acontecerá na segunda quinzena de agosto. A maioria das operações militares acabará até o fim do ano", previu. Após a guerra, "vamos restabelecer o poder ucraniano em todos os territórios que perdemos, incluindo Donbass e Crimeia", disse.

As declarações foram feitas em um momento de intensificação dos combates na região do Donbass (leste), controlada em grande parte desde 2014 por separatistas pró-Rússia e onde Moscou concentra a ofensiva há algumas semanas, mas sem conquistar avanços significativos.

Budanov disse que o exército russo "está sofrendo grandes perdas em homens e armas", em particular porque a Ucrânia sabe "tudo", incluindo seus planos militares. O ministério ucraniano da Defesa calcula que as tropas russas perderam mais de 26.000 homens, 199 aviões e quase 1.200 tanques desde o início da invasão em 24 de fevereiro. Não é possível confirmar os dados com fontes independentes.

Na entrevista, Budanov também afirmou que o presidente russo Vladimir Putin está "em estado físico e psicológico muito ruim". Ele declarou que o presidente russo está "muito enfermo" e sofre de "várias doenças ao mesmo tempo, incluindo câncer".

De acordo com o militar, a vitória ucraniana provocará uma "mudança de liderança na Rússia". Ele afirmou que um golpe de Estado para derrotar o presidente russo já está sendo preparado. "É impossível pará-los", disse.

 


 

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