roe vs. wade

Suprema Corte dos EUA revoga direito constitucional ao aborto; entenda o que muda

Sentença por quase meio século garantia o direito das mulheres americanas ao aborto

Ana Maria Miranda Bruno Vinicius
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Ana Maria Miranda
Bruno Vinicius
Publicado em 24/06/2022 às 11:51 | Atualizado em 24/06/2022 às 12:34
Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Protestos em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos - FOTO: Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Da AFP

A Suprema Corte dos Estados Unidos pôs fim nesta sexta-feira (24) a uma sentença que por quase meio século garantia o direito das mulheres americanas ao aborto, mas que nunca havia sido aceita pela direita religiosa.

Essa decisão não torna a interrupção da gravidez ilegal, mas leva os Estados Unidos de volta à situação que prevalecia antes da decisão "Roe vs. Wade" de 1973, quando cada estado era livre para autorizá-la ou não.

Divisão no País com o aborto

Em um país muito dividido, é provável que metade dos estados, especialmente do Sul e Centro mais conservadores e religiosos, possam banir a prática do aborto no curto prazo.

"A Constituição não faz nenhuma referência ao aborto e nenhum de seus artigos protege implicitamente esse direito", escreveu o juiz Samuel Alito, em nome da maioria.

Neste contexto, Roe vs. Wade "deve ser anulado", apontou.

"É hora de devolver a questão do aborto aos representantes eleitos pelo povo", aos parlamentos locais, escreveu.

Projeto de sentença

Tal formulação é muito semelhante ao projeto de sentença que vazou no início de maio, causando grandes manifestações em todo o país e uma onda de indignação na esquerda.

Desde então, a situação tem sido tensa nas imediações da Suprema Corte, isolada pelas forças de segurança para manter os manifestantes à distância.

Em 8 de junho, um homem armado foi preso perto da casa do magistrado Brett Kavanaugh e acusado de tentativa de homicídio.

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