HISTÓRIA

Olinda é a capital de Pernambuco e do Brasil nesta quarta-feira (27)

A cidade recebe o título todos os anos por causa do aniversário da Restauração Pernambucana

JC Marcelo Aprígio
JC
Marcelo Aprígio
Publicado em 27/01/2021 às 8:23
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ARNALDO CARVALHO/ACERVO JC IMAGEM
A Marim dos Caetés recebe o título oficial todos os anos no dia 27 de janeiro, por causa do aniversário da Restauração Pernambucana - FOTO: ARNALDO CARVALHO/ACERVO JC IMAGEM
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A histórica cidade de Olinda é homenageada, nesta quarta-feira, como a capital de Pernambuco e do Brasil. Palco de importantes acontecimentos desde sua fundação, em 1535, a Marim dos Caetés recebe o título oficial todos os anos no dia 27 de janeiro, por causa do aniversário da Restauração Pernambucana, movimento que contribuiu para o fim de 24 anos de ocupação holandesa no Nordeste brasileiro em 1654.

O município ganhou o status de capital simbólica de Pernambuco desde 2003, graças à Lei nº 12.500, de autoria da deputada estadual Teresa Leitão (PT). Já o título de capital do Brasil foi concedido em 2010 pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além disso, em 13 de julho de 2010, Lula sancionou a Lei nº 12.286. Assim, de acordo com as duas determinações, a cada 50 anos, durante as comemorações da Restauração Pernambucana e Nordestina, o Prefeito e a Câmara de Vereadores da cidade são considerados prefeito e Câmara Mor de Pernambuco e do Brasil.

Restauração Pernambucana

Em 2021, a Restauração Pernambucana completa 367 anos. O movimento é considerado o primeiro passo de afirmação do sentimento da nacionalidade brasileira, consistindo no marco inaugural da consolidação da identidade nacional.

Segundo registros da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), durante a permanência dos holandeses no Nordeste, as elites política e a população de Olinda tomaram consciência de que nossas terras tinham construído uma nação que não era Portugal, Espanha, nem Holanda; era Brasil.

Reagindo à ocupação, os antigos membros do Senado de Olinda montaram e armaram um exército formado por cotas raciais: tropas de negros comandadas por um negro, Henrique Dias; tropas de índios comandadas por um índio, Felipe Camarão; e tropas de brancos comandadas por um branco, André Vidal de Negreiros. Com tal exército, o grupo político de Olinda desencadeou e comandou a guerra de reconquista, finda em 1654.

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Farol de Olinda, localizado no Morro do Serapião, foi construído em 1872 - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Catedral Sé de Olinda, maior igreja quinhentista do Brasil - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Olinda foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Igreja do Carmo, primeiro templo da Ordem dos Carmelitas nas Américas, fica na praça de mesmo nome - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Basílica e Mosteiro de São Bento é um importante complexo arquitetônico barroco localizado em Olinda - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Basílica e Mosteiro de São Bento é um importante complexo arquitetônico barroco localizado em Olinda - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Olinda é a mais antiga das cidades brasileiras declaradas Patrimônio Histórico pela UNESCO - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Basílica e Mosteiro de São Bento é um importante complexo arquitetônico barroco localizado em Olinda - Alexandre Gondim/JC Imagem
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Fundada em 1535 e construída em encostas íngremes,Olinda distingue-se pela arquitetura do séc. XVIII - Alexandre Gondim/JC Imagem
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Canhões do Fortim de São Francisco de Olinda, patrimônio cultural tombado pelo IPHAN - Alexandre Gondim/JC Imagem
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Basílica e Mosteiro de São Bento é um importante complexo arquitetônico barroco localizado em Olinda - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Fundada em 1535 e construída em encostas íngremes,Olinda distingue-se pela arquitetura do séc. XVIII - Fernando da Hora/JC Imagem
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Catedral Sé de Olinda, maior igreja quinhentista do Brasil - Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Olinda foi o segundo centro histórico do país a receber o título de Patrimônio Histórico e Cultural - Arnaldo Carvalho/JC Imagem

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