Zoológico

Parque Dois Irmãos recebe novos animais; veja quais são

Os animais – nativos dos biomas Mata Atlântica e Caatinga – vieram do Projeto Selva Viva, em São Paulo

Larissa Lira
Larissa Lira
Publicado em 13/07/2021 às 21:40
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Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
Por conta das medidas de restrição, o zoológico está fechado para visitação - FOTO: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
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O Parque Estadual de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife, anunciou, nesta terça-feira (13), que está com novos moradores no zoológico. A instituição recebeu oito répteis, sendo duas iguanas e seis serpentes. Por conta das medidas de restrição para conter o avanço da covid-19, o espaço segue fechado para visitação.

Os animais – nativos dos biomas Mata Atlântica e Caatinga – vieram do Projeto Selva Viva, em São Paulo, e passam por período de quarentena. Segundo o secretário de Meio Ambiente, José Bertotti, a chegada desses animais já atende ao novo Plano Diretor do zoo, que foca na preservação da biodiversidade local.

“Estamos começando a colocar em prática o plano de populações do zoológico, que muda o perfil de animais abrigados aqui e potencializa os instrumentos disponíveis para proteger a riqueza natural do nosso estado da extinção. São ações que visam à conservação da fauna da Caatinga, Mata Atlântica e das zonas de transição da Mata Atlântica”, disse Bertotti.

 

PEDRO CALDAS / SEMAS-PE
Os animais são nativos da Mata Atlântica e Caatinga - PEDRO CALDAS / SEMAS-PE
PEDRO CALDAS / SEMAS-PE
Os animais são nativos da Mata Atlântica e Caatinga - PEDRO CALDAS / SEMAS-PE
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Os animais são nativos da Mata Atlântica e Caatinga - PEDRO CALDAS / SEMAS-PE
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Os animais são nativos da Mata Atlântica e Caatinga - PEDRO CALDAS / SEMAS-PE
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Os animais são nativos da Mata Atlântica e Caatinga - PEDRO CALDAS / SEMAS-PE

Das serpentes recebidas, quatro são jibóias naturais da Mata Atlântica. Já as outras são salamantas da Caatinga. Todos os novos moradores do zoológico do Recife passaram, sem sucesso, por processos de reabilitação no Projeto Selva Viva, que apoia órgãos ambientais nesta área. Esses animais foram resgatados em criadouros ilegais e apresentaram comportamentos incompatíveis para a soltura na natureza, pois se acostumaram com a presença e a manipulação feita por humanos.


Despedida 

Também em continuidade ao plano diretor, o zoológico do Recife se despediu de oito animais exóticos. De forma parceira, foram transferidas duas cobras píton, originárias da Ásia, e seis Tartarugas-da-Amazônia, para o Projeto Selva Viva. As espécies silvestres seguiram em caixas apropriadas ao transporte para a sede da instituição em Taubaté, São Paulo. A entidade é devidamente regularizada e capaz de fornecer igual condição de bem-estar aos bichos.


População selvagem 

Com o plano de populações do zoológico do Recife, o perfil de animais abrigados muda, ocorrendo a saída de algumas espécies e a chegada de outras. A perspectiva é que permaneçam no espaço apenas os indivíduos nativos da Caatinga, Mata Atlântica e zonas de transição da Mata Atlântica. O plano divide os animais em quatro categorias: Adoção (a serem transferidos para outras instituições, integrando programas de adoção); Acolhimento (apenas manutenção); Embaixador (reprodução conforme necessidade dos programas de conservação); e Foco (integrantes dos programas de revigoramento populacional).

Devido as medidas restritivas do Governo de Pernambuco para conter o avanço da covid-19, o zoológico segue fechado para visitação. 

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