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Turista dá à luz bebê prematuro em Fernando de Noronha; partos não são permitidos no arquipélago

Mulher chegou na última segunda-feira (4) à ilha e disse que a sua obstetra sabia que ela faria a viagem e a liberou

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 05/10/2021 às 18:30
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HESÍODO GÓES/SETUR-PE
ARQUIPÉLAGO Alguns blocos têm impacto direto em bancos submarinos - FOTO: HESÍODO GÓES/SETUR-PE
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Uma mulher de 33 anos deu à luz uma menina prematura nesta terça-feira (5), em Fernando de Noronha. Como partos não são permitidos no arquipélago, o bebê só nasceu no local porque a gestante, uma turista de Maceió com 32 semanas de gravidez, deu entrada no Hospital São Lucas com a bolsa amniótica rompida.

Conforme informações repassadas pela unidade de saúde que atendeu a mulher, ela procurou assistência médica por volta das 6h. Ela chegou na última segunda-feira (4) à ilha e disse que a sua obstetra sabia que ela faria a viagem e a liberou.

"Após seis horas de trabalho de parto, foi finalizado o parto de uma menina, que apesar de prematura, está estável", afirma o Hospital São Lucas, por nota.

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A expectativa era que mãe e bebê fossem removidas para um hospital de referência no Recife ainda nesta tarde, elas estariam aguardando apenas liberação de uma UTI aérea para a locomoção.

Segundo informações publicadas no G1, o último parto realizado em Fernando de Noronha foi em 2018, 12 anos depois do último nascimento na ilha. A mulher que deu à luz naquela ocasião não sabia que estava grávida, por isso o parto acabou ocorrendo.

Quando as moradoras grávidas do local chegam à 28ª semana de gestação, elas têm que deixar o arquipélago. A não realização de partos em Noronha teria sido determinada para garantir assistência adequada às gestantes, inclusive com a retaguarda de uma UTI, já que não há maternidades em funcionamento atualmente por lá.

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