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Produtores culturais decidem adiar festas após novo decreto do governo de Pernambuco; saiba quais

A capacidade de pessoas em shows e eventos cairá de 3 mil para apenas 500 pessoas, em local aberto, e de mil para 300, em locais fechados

Filipe Farias
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Filipe Farias
Publicado em 07/02/2022 às 22:06 | Atualizado em 07/02/2022 às 22:11
Foto: Felipe Ribeiro / JC Imagem
Produtor cultural do Olinda Beer confirma que o evento será adiado - FOTO: Foto: Felipe Ribeiro / JC Imagem
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No novo decreto do governo de Pernambuco, ampliando as restrições no Estado e cancelando o ponto facultativo durante o Carnaval, mais uma vez, o setor de eventos é um dos mais afetados pelas medidas. Por conta do avanço de casos de pessoas contaminadas pela covid-19 e pela ômicron, o governador Paulo Câmara decidiu, nesta segunda-feira (7), que a capacidade de pessoas em shows e eventos cairá de 3 mil para apenas 500 pessoas, em local aberto, e de mil para 300, em locais fechados. As medidas valem a partir da próxima quarta-feira (09/02) e vão até o dia 1° de março, ou seja, a duas semanas do Carnaval.

De acordo com os produtores de eventos, a nova capacidade permitida pelo governo inviabiliza a realização de shows com atrações. "O decreto é para ser cumprido. Não sou acima da lei. Mas ainda não digeri direito. Vou refletir e pensar na melhor atitude a se tomar. A única coisa certa é que é impossível fazer uma festa com 500 pessoas e com atrações (artistas, bandas). Os camarotes privados tinham atrações, então, não tem como realizar (inviável financeiramente)", declarou Silvio Pontual, sócio da Tampa Entretenimento, que realiza eventos como o Olinda Beer e Carnaval do Parador. "Foi tudo cancelado ou adiado. Eu e meus sócios ainda vamos decidir cancelamos ou se vamos adiar os shows e entrar na onda do Carnaval fora de época", complementou Pontual, que prometeu anunciar as novas datas das festas ainda nessa semana.

Já o também produtor cultural, Bruno Rego, sócio-diretor da BG Promoções, que realiza o Bloco do Alpha e Carnaval Boa Viagem, lamentou mais uma falta de diálogo por parte do governo. "Fico muito triste pelo setor como um todo. A gente reduz os eventos para 500 pessoas, mas as praias ficam abertas para mais de 100 mil nos finais de semana. O nosso setor mais uma vez não foi chamado para conversar, para darmos alternativas. O que mais chateia é isso, a falta de diálogo", lamentou o empresário. "Apesar disso, decreto é lei e tem de ser cumprido. Agora é planejar o futuro e minimizar os estragos. Domingo teria o Bloco do Alpha, estava tudo pronto: camisas, estrutura, ingressos vendidos... Infelizmente está cancelado", falou Bruno Rego, que confirmou que a festa será realizada no dia 27 de março. Já o Carnaval Boa Viagem ainda não tem data definida, mas a expectativa é que seja no mês de abril.

PARA INVIABILIZAR

Apesar de o Governo de Pernambuco não ter cancelado oficialmente o Carnaval, os produtores de evento entenderam que o decreto foi para inviabilizar a tradicional festa do Estado. "A intenção do decreto foi o de inviabilizar qualquer evento. Isso é claro. Não é só um evento do porte do Parador, mas qualquer um. Com apenas 500 pagantes, nem uma festa de bar dá para organizar, porque ainda assim cai para 300 pessoas", refletiu Silvio Pontual.

"O Estado errou muito com setor de eventos. Nenhum setor foi mais prejudicado que o de eventos nessa pandemia. Faltando duas semanas para o Carnaval e fazem isso. Se estivessem preocupados com a população, decretariam lockdown e fecharia as praias, parques. Espero que chegue logo março para que possamos ter a retomada dos shows, porque ninguém aguenta mais. Muita gente que trabalha diretamente nos eventos passando necessidade", comentou Bruno Rego.

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