eleições 2020

Novo presidente do TSE, Barroso defende o não adiamento das Eleições 2020

O novo presidente do TSE e ministro do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu, mais uma vez, o não adiamento das eleições 2020

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 16/04/2020 às 14:31
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Foto: Agência Brasil
Antes de sessão ser encerrada, ministro Luís Roberto Barroso votou a favor da prisão após condenação em 2ª instância - FOTO: Foto: Agência Brasil
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O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, defendeu, nesta quinta-feira (16) o não adiamento das eleições municipais 2020, caso seja necessário devido a pandemia do novo coronavírus (covid-19). A partir de maio deste ano e até fevereiro de 2022, Barroso ocupará o lugar da ministra Rosa Weber no TSE. 

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Em decorrência da pandemia do novo coronavírus e a alteração na rotina das regiões do País, existe uma discussão em torno da possibilidade do adiamento das eleições de 2020 - marcada para o dia 4 de outubro deste ano - para 2022, junto com as eleições gerais. No Twitter, após anunciar o novo cargo, Barroso ressaltou o voto consciente. "Bem como por eleições livres e seguras. Espero não ser necessário adiá-las", defendeu.


Na primeira sessão por videoconferência do STF, o ministro se colocou contrário à disputa das eleições serem adiadas para 2022, ele afirmou que se houver a necessidade do adiamento, que seja o menor possível. "Ainda é cedo para termos uma definição se a pandemia vai impor um adiamento da eleição, mas é uma possibilidade. Se não tiver condições de segurança, teremos que considerar o adiamento pelo prazo mínimo. Vamos nos empenhar para evitar qualquer tipo de prorrogação na medida do possível", ressaltou.

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A eleição foi feita através da urna itinerante, uma urna foi levada a cada um dos integrantes da Corte para que digitassem seu voto e, com seis votos a um, para o ministro Edson Fachin, que vai ocupar a vice-presidência do tribunal. 

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Ainda no Twitter, o ministro chamou atenção para as crises que a pandemia está proporcionando para o País e para o mundo. "A covid-19 produziu uma crise sanitária, econômica e humanitária. Para combatê-la, precisamos de um choque de iluminismo".

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