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Carlos Bolsonaro admite vazamento de dados e fala em 'tentativa de intimidação'

Perfis no Twitter expuseram supostos dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, dos seus filhos Carlos, Eduardo e Flávio, além de integrantes do governo e aliados do presidente

Estadão Conteúdo
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Publicado em 02/06/2020 às 10:02
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Foto: Agência Brasil
Carlos Bolsonaro - FOTO: Foto: Agência Brasil
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O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi mais um a confirmar o vazamento de dados pessoais reivindicado na noite de segunda-feira (1º) por perfis no Twitter que dizem pertencer ao grupo hacker Anonymous Brasil. Na manhã desta terça-feira (2), o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escreveu em sua conta no Twitter que o ataque é uma "clara tentativa de intimidação" e que "medidas legais estão em andamento". O Ministério da Justiça determinou a instauração de um inquérito para apurar o vazamento.

O deputado estadual de São Paulo Douglas Garcia (PSL), também apontado pelos perfis como um dos alvos, já havia confirmado a divulgação de informações privadas, atribuída por ele próprio ao Anonymous Brasil.

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Carlos relacionou o vazamento ao que chama de "turma 'pró-democracia'", em alusão às manifestações realizadas nos últimos dias contra o presidente, e reiterou críticas aos desdobramentos do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). "Após vermos violações do direito à livre expressão, agora ferem a privacidade. Sob a desculpa de 'combater o mal', justificam seus crimes e fazem justamente aquilo que nos acusam, mas nunca provam!"

Entenda vazamento

Na noite de segunda, perfis no Twitter que se identificam como integrantes do Anonymous Brasil expuseram supostos dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, dos seus filhos Carlos, Eduardo e Flávio, além de integrantes do governo e aliados do presidente, como a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

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Um desses perfis publicou imagens que alega retratarem a lista de bens declarados por Bolsonaro, com valor idêntico à declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de R$ 2.286.779,48, e até uma suposta fatura de posto de gasolina em nome do presidente no valor de R$ 56.160,00, com data de fevereiro deste ano e endereço de cobrança no seu endereço residencial na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O número do CPF do presidente também foi exposto.

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Sob a hashtag "#vazaram", usuários do Twitter compartilharam capturas de tela em que dizem ter feito compras no valor de dezenas de milhares de reais com o cartão corporativo de Bolsonaro, cujos dados também teriam sido divulgados, e até filiado o mandatário ao PT.

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