PANDEMIA

Presidente do TCU, José Múcio Monteiro, diz que vai acompanhar todas as licitações que envolvem recursos federais

"O coronavírus chegou num país que tem outro vírus: a corrupção", diz o presidente do TCU

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 23/06/2020 às 12:19
Notícia
José Cruz/Agência Brasil
O presidente do TCU, José Múcio Monteiro diz que a corte vai fiscalizar todas as licitações e denúncias feitas durante a pandemia - FOTO: José Cruz/Agência Brasil
Leitura:

O presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, disse que o coronavírus chegou num país onde tem um vírus antigo: a corrupção. Ele disse que vai examinar todas as licitações feitas durante a emergência a posteriori "para salvar o gestor honesto" que enfrentou a crise sanitária do "gestor que usou a pandemia para melhorar a sua vida". As declarações foram dadas em entrevista ao Programa Super Manhã, do radialista Geraldo Freire, na manhã desta terça-feira (23).

>> TCU instaura processo para acompanhar compra dos respiradores pela Prefeitura do Recife

>> Presidente do TCU, José Múcio Monteiro, diz que é preciso "pacificar" o País

Essa fiscalização vai passar pelo TCU porque muitos dos recursos utilizados foram federais. José Múcio citou uma reunião que fez com todos os presidentes dos tribunais de contas estaduais. "Não temos autoridades sobre os tribunais de contas estaduais, mas como há dinheiro federal envolvido, vamos encontrar um meio termo", disse, se referindo a fiscalização dos recursos empregados da covid-19.

"Trabalhar durante uma emergência não é fácil", afirmou dizendo que teve coisas que o tribunal teve decidir em um dia. Ao ser questionado sobre as várias denúncias de corrupção com os recursos que deveriam ser usados para enfrentar a pandemia, ele respondeu que há "muita gente mal intencionada" que vai usar a pandemia e outros "gestores sérios".

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA:

José Múcio reafirmou que o TCU vai acompanhar todos os processos e denúncias. E citou como exemplo a denúncia feita pela corte que alguns militares receberam o coronavoucher, que destinava R$ 600 para as pessoas que trabalham no mercado informal. Os recursos foram devolvidos pelos militares.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte.

Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Comentários

Últimas notícias