eleições 2020

Marco Aurélio anuncia pré-candidatura à Prefeitura do Recife

A coletiva foi para comunicar a oficialização da pré-candidatura do deputado estadual Marco Aurélio (PRTB), que será oficializada na próxima segunda-feira (10), com a participação do presidente Nacional do Partido, Levy Fidelix

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 06/08/2020 às 18:17
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ALEPE
Deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura do Recife Marco Aurélio (PRTB) - FOTO: ALEPE
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Defendendo que não existe esquerda e nem direita "isso é coisa para guarda de trânsito", o deputado estadual Marco Aurélio (PRTB) anunciou, nesta quinta-feira (6), que a oficialização da sua pré-candidatura à Prefeitura do Recife acontecerá na segunda-feira (10), com a presença do presidente nacional da sigla, Levy Fidelix.

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O pré-candidato disse querer discutir o Recife e que a sua campanha será baseada em prol da saúde, educação (com base no portal criado pelo vereador André Régis de fiscalização da educação, o Raio-X das Escolas) e de questões urbanísticas. "Tenho certeza que ele (André Régis) não vai se importar em passar isso para mim, não vou perder tempo, já está pronto. Temos oito anos de um governo que prometeu uma educação e ela não chegou. Foram construídas três creches ao longo do governo Geraldo Julio. Precisamos atacar a educação, precisamos cuidar da saúde", defendeu, e também falou da necessidade de cuidar dos cartões postais do Recife, a orla de Boa Viagem e o Recife Antigo.

O deputado criticou, ainda, que o dinheiro arrecadado pelo município em multas não foi investido para a educação no trânsito. "Não há o interesse de educar, há o interesse de multar. A cidade tem que ser um lugar agradável, as pessoas tem que estar felizes. Não estou querendo complicar muito, tem que fazer o básico para o povo se sentir bem em saúde, educação e a questão dos morros, não pode ficar do jeito que está".

Marco Aurélio, que foi vereador da cidade por dois mandados consecutivos, também falou que o prefeito do Recife tem que ouvir as pessoas, "ir à rua, cada lugar tem um problema, é desse jeito que o prefeito lidera".

Apoio do vice-presidente

Quanto ao apoio do vice-presidente Hamilton Mourão como fator relevante para um possível segundo turno, antes, ele informou que não sabia do anúncio do apoio de Mourão à sua candidatura em uma entrevista concedida ao Diário de Pernambuco. "É evidente que o apoio de Mourão é importante para mim. Sempre disse que ele iria me apoiar e vir para a minha candidatura porque sabia que isso ia acontecer. Quando ele confirmou, além de dizer isso e que vinha para Recife e fazer o que pudesse para ajudar, é óbvio que essa declaração ajudou a acelerar as coisas aqui", afirmou.

O deputado disse acreditar merecer o voto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Não fico dizendo que Bolsonaro vai votar em mim, por mais que eu queira e acho que mereço, mas ele está dizendo que não vai votar em ninguém e contra os fatos não há argumentos. Vou fazer um esforço enorme para que isso aconteça. Quero que ele vote porque eu já votei nele, mas se ele não votar, eu vou votar em Bolsonaro de toda forma. Não sou Bolsonaro de ocasião, sou convicção". 

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Marco Aurélio lembrou que quando era vereador, protocolou um requerimento para a concessão do título de cidadão recifense ao vice-presidente, de acordo com ele, o interesse foi depois de ter descoberto que Mourão havia servido três anos em Recife, "não porque ele é vice-presidente".

Força da oposição

O pré-candidato de direita, integrante da oposição ao PSB em Pernambuco, garantiu que a direita estará presente no segundo turno e não vê riscos de não estar. "Primeiro, porque a esquerda está dividida, e só o fato de ter a candidatura de João Campos e Marília Arraes já são duas de esquerda, ainda tem essa confusão de Túlio Gadelha e Isabella de Roldão".

Marco Aurélio defendeu que a oposição deve ter "dois ou três candidatos", que outros nomes surgiram mas que na convenção partidária, - de 31 de agosto a 16 de setembro, quando acontece a escolha dos candidatos e coligações - terá como saber oficialmente quem serão os candidatos.

"Nós abrimos mão do fundo eleitoral e queremos deixar claro que tem gente que diz que é contra, mas vai usar porque a regra permite. Abrimos mão porque entendemos que o dinheiro deve ser usado, agora, no combate ao coronavírus. Vou fazer a campanha dentro da legalidade de tudo o que for possível. Não vamos pegar dinheiro que nesse momento era para estar totalmente na saúde, para a política", defendeu.

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Aurélio comentou que em um possível segundo turno algum candidato da esquerda, os eleitores da direita não votariam na esquerda, "você imagina algum eleitor meu votando em Marília Arraes ou João?". "Eu sempre disse que essa história de candidatura única era um erro, como foi em 2018. Por isso, não tivemos segundo turno. Esses atores do campo da direita, ninguém pode dizer que Marco Aurélio não é candidato, eleitor meu não vota em Marília e nem em João. Em tese, você fragiliza aqui, mas são votos que não são do outro campo da esquerda. Se quem tiver mais voto nesse campo for para o segundo turno, é evidente que essa turma de cá vem toda para um canto, só não entendo que isso seja ruim, até porque há a questão partidária envolvida".

Ele comentou que o fato da fragmentação da direita não atrapalha a corrida para o segundo turno, "acho que daqui para a convenção os candidatos vão diminuir e teremos três candidaturas, a minha, a de Patrícia Domingos, e a de mais um". "Vamos esperar daqui para a convenção para ver. É importante que o cabeça desse jogo final esteja no segundo turno. Uma coisa é certa: a eleição vai ter um segundo turno, a não ser que aconteça algo evidentemente novo, e João Campos vai estar nele. Agora, temos que fazer com que o outro sejamos nós para disputar com João e ganhar a eleição".

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Com relação ao posicionamento do senador Humberto Costa (PT) ao declarar apoio à disputa da deputada federal Marília Arraes (PT), da disputa ter uma pauta nacionalizada, o deputado estadual defendeu que o Recife não se paute nos assuntos nacionais. "Eu gostaria de discutir o Recife na campanha. Temos problemas sérios na saúde, educação, trânsito e questão urbanística, os 45 dias serão poucos para a discussão. Se quiserem nacionalizar e a questão é dizer quem está do lado de Bolsonaro, não vejo problema. Já votei nele, trabalhei, pedi voto, já fiz a minha parte e espero que quem tiver ao lado dele faça uma intriga do bem, porque vou fazer de tudo para ter o apoio dele", brincou.

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