Hidroxicloroquina

Bolsonaro anuncia acesso fácil a hidroxicloroquina e ivermectina

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, tinha afirmado que a pasta não tem estoque de hidroxicloroquina para atender à demanda

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Publicado em 14/08/2020 às 8:46 | Atualizado em 14/08/2020 às 9:45
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Atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como defender o uso de medicamentos supostamente preventivos, colaboraram para que a covid-19 saísse do controle no País - FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO
O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na noite desta quinta-feira (13), que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai facilitar o acesso à hidroxicloroquina e à ivermectina, medicamentos defendidos por ele para tratamento do novo coronavírus, mesmo sem ter eficácia comprovada para a doença. A partir de agora, segundo Bolsonaro, não será mais necessária a retenção da receita no local da compra. 
 
"O presidente da Anvisa acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina. Você já pode comprar com uma receita simples, caso o seu médico recomende para você, obviamente", disse Bolsonaro durante a transmissão semanal que faz em suas redes sociais. Até o momento, era necessária a apresentação de receita em duas vias. Agora, será preciso apenas uma que poderá ficar com o comprador.
 
Mais cedo o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a pasta não tem estoque de hidroxicloroquina para atender à demanda reprimida de Estados e municípios. O medicamento normalmente é prescrito para malária e doenças autoimunes. Segundo o ministro, a pasta já distribuiu 5,3 milhões de doses do remédio.
 
"Nosso estoque hoje, no Ministério da Saúde, é zero. Não temos nem um comprimido para atender às demandas. Nós temos uma reserva de 300 mil itens apenas para atender malária guardados, que representa algo em torno de 20% do que eu preciso por ano", disse ontem, durante audiência pública no Congresso. "Temos uma demanda reprimida hoje de mais de 1,6 milhão de doses para Estados e municípios, só hoje."
 
 
Segundo o ministro, o governo negocia o preço para a compra de 4 milhões de comprimidos do medicamento produzidos pela Fiocruz. Há ainda em torno de 2 milhões de unidades no Laboratório do Exército, que foram doadas pelos Estados Unidos. A droga, no entanto, precisa ser fracionada, pois está em frascos com 100 comprimidos. É necessário separar em doses exatas para pacientes.
 
Mais cedo, Pazuello afirmou que o governo federal não conseguiu atender "nem 50%" da demanda por cloroquina feita pelos entes federados. "Coloco de uma forma bem clara que nós atendemos demandas, nós não distribuímos sem demanda, e alerto que nós não conseguimos atender nem 50% do que nos demandam", disse. O ministro foi convidado pelos parlamentares para explicar a logística de distribuição de medicamentos e testes para covid-19.
 

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